A PF (Polícia Federal) faz uma operação, na manhã desta quarta-feira (25), contra fraudes a instituições financeiras, incluindo mais de R$ 500 milhões bancárias na Caixa Econômica Federal. Entre os alvos de busca estão Rafael Góis, CEO e fundador do Grupo Fictor, e o empresário Luiz Rubini, ex-sócio da empresa.
A Justiça Federal de São Paulo, expediu 43 mandados de busca e apreensão e 21 mandados de prisão preventiva que estão sendo cumpridos em cidades dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia.
A investigação teve início em 2024, quando foram identificados indícios de um esquema estruturado de obtenção de vantagens ilícitas. Segundo a investigação, a organização utilizava empresas de fachada e estruturas empresariais para esconder a origem dos recursos ilícitos. Funcionários de instituições financeiras inseriam dados falsos nos sistemas bancários para viabilizar saques e transferências indevidas. Posteriormente, os valores eram convertidos em bens de luxo e criptoativos para dificultar o rastreamento.
Recuperação judicial
A Fictor Holding Financeira entrou com um pedido de recuperação judicial no Tribunal de Justiça de São Paulo em fevereiro deste ano. A instituição havia tentado comprar o Banco Master em novembro de 2025, antes do Banco Central determinar a liquidação extrajudicial do banco de Daniel Vorcaro.
O valor dos compromissos totaliza, aproximadamente, R$ 4 bilhões, informou a empresa. Em nota, o grupo informou que pretende realizar a quitação sem nenhum deságio.
No pedido de recuperação judicial, a Fictor cita a repercussão midiática negativa envolvendo o nome do grupo após a tentativa de aquisição do Banco Master como a origem da crise que provocou um descompasso temporário nos seus fluxos operacionais e a rescisão contratual de fornecedores de serviços.
A CNN Brasil apurou que os prejuízos milionários foram não só à Caixa, mas a diversas instituições financeiras, dentre elas Banco do Brasil, Bradesco, Santander e Safra. A reportagem entrou em contato com os bancos e aguarda um retorno.
A Justiça também determinou o bloqueio e o sequestro de bens imóveis, veículos e ativos financeiros até o limite de R$ 47 milhões, com o objetivo de descapitalizar a organização criminosa. A PF também investiga os crimes de estelionato e lavagem de dinheiro.
Foram ainda autorizadas medidas cautelares para o rastreamento de ativos financeiros, incluindo a quebra de sigilo bancário e fiscal de 33 pessoas e 172 empresas.
Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, estelionato qualificado, lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta, corrupção ativa e passiva e crimes contra o sistema financeiro nacional. As penas somadas podem ultrapassar 50 anos de prisão.
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Rafael Góis, CEO e Sócio do Grupo Fictor (Redes Sociais)


