A alta nos combustíveis, puxada pelo cenário internacional com a guerra envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel, já começa a mudar o comportamento do consumidor em Campo Grande. Com a gasolina mais cara, parte dos motoristas tem migrado para o etanol, movimento que também pressiona os preços do biocombustível e aumenta a variação entre os postos.
O levantamento do JD1, com base em dados da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), mostra que, em apenas uma semana, o etanol registrou aumento de preços e maior dispersão que a gasolina.
Entre os dias 8 e 14 de março, o etanol variava entre R$ 4,08 e R$ 4,38 (30 centavos), com média de R$ 4,21. Já na semana seguinte, de 15 a 21 de março, os valores passaram para mínimo de R$ 4,15 e máximo de R$ 4,48 (33 centavos), com média de R$ 4,28.
Na gasolina, o avanço foi semelhante no teto, mas mais concentrado. O preço mínimo subiu de R$ 5,89 para R$ 5,95 (+6 centavos), o máximo foi de R$ 6,19 para R$ 6,29 (+10 centavos) e a média chegou a R$ 6,19.
Apesar de o etanol não ter relação direta com o conflito internacional, os números indicam que a procura maior acabou puxando os preços. O biocombustível teve alta de até 10 centavos no valor máximo, mesma variação da gasolina, mas registrou aumento maior no preço mínimo, de 7 centavos.
Outro ponto que chama atenção é o coeficiente de variação, que mede a diferença de preços entre os postos. No etanol, essa variação saltou de 20 para 25 centavos em uma semana, aumento de 5 centavos. Já na gasolina, a mudança foi bem menor, passando de 14 para 15 centavos.
Na prática, isso significa que, além de mais caro, o etanol também ficou mais “desigual” entre os postos, com diferenças maiores de preço dependendo do local.
O JD1 também apurou que alguns postos chegaram a registrar falta de etanol nos últimos dias, como no posto Figueira, reflexo da procura maior pelo combustível.
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O biocombustível teve alta de até 10 centavos no valor máximo (Foto: Vinicius Costa)


