Impulsionada principalmente pelo setor de construção de edifícios, a indústria de Mato Grosso do Sul criou mais de 2 mil vagas de emprego em março, registrando o melhor desempenho já contabilizado para o mês na série histórica do Novo Caged. Os dados são do Observatório da Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso do Sul.
Somente o segmento de construção de edifícios abriu 2.665 postos de trabalho no período, puxado pelos investimentos bilionários em ampliação e instalação de novas fábricas no Estado. Também se destacaram obras de montagem industrial (+874), construção de rodovias e ferrovias (+442) e instalação e manutenção elétrica (+236).
Ao todo, os ramos da indústria de transformação, construção, serviços industriais de utilidade pública e extrativo mineral responderam por 59% de todas as vagas geradas em Mato Grosso do Sul durante março.
Segundo o economista-chefe da Fiems, Ezequiel Resende, o resultado reforça o impacto direto dos investimentos industriais sobre a economia sul-mato-grossense e o mercado de trabalho.
Na indústria de transformação, os maiores saldos de contratação ficaram com a fabricação de álcool (+775), abate de suínos (+405), fabricação de máquinas e equipamentos para uso industrial (+328) e abate de aves (+164).
Os efeitos da expansão industrial também aparecem nos municípios. Inocência liderou a geração de empregos no ano, com saldo de 3.001 vagas, seguido por Campo Grande (+2.088), Três Lagoas (+549), Dourados (+388) e Nova Andradina (+342).
Também aparecem entre os municípios com maior saldo positivo Rio Brilhante (+240), Nova Alvorada do Sul (+237), Itaquiraí (+156) e Sidrolândia (+125).
Com o resultado, a indústria encerrou março com mais de 177 mil trabalhadores formais empregados diretamente em Mato Grosso do Sul. Desse total, 123,2 mil atuam na indústria de transformação, 40,6 mil na construção, 8,6 mil nos serviços industriais e 4,7 mil na indústria extrativa mineral.
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