Neste final de semana ocorre a segunda aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2016. A prova será realizada por 277.624 pessoas que não participaram da edição regular, em 5 e 6 de novembro, em razão das ocupações nas escolas e de problemas de infraestrutura.
Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), a edição extra do exame gerou um custo de R$ 10,5 milhões.
As provas serão aplicadas em 23 estados brasileiros. Só não haverá no Acre, Amazonas, Amapá e Roraima. Dos estudantes que farão o Enem no fim de semana, 40% são do Sudeste e 32% do Nordeste. As regiões Sul, Centro-Oeste e Norte respondem por 17%, 7% e 4% das inscrições, respectivamente.
Já entre os estados brasileiros, Minas Gerais é o que soma a maior quantidade de pessoas que farão a segunda prova: 72,3 mil. Logo atrás aparece o Paraná, com 43,6 mil, e a Bahia, com 37,9 mil.
Histórico das ocupações
O adiamento do Enem se deve às ocupações dos colégios, universidades e institutos federais em protesto contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 55, que determina um limite para as despesas públicas pelos próximos 20 anos, e a medida provisória que prevê a reforma do ensino médio.
O MEC chegou a determinar uma data para que os estudantes deixassem as mais de mil unidades ocupadas em todo o país. Passado o prazo, o governo optou por adiar o exame para os alunos inscritos nestes locais.
A EXAME.com, interlocutores de Temer reconhecem que “o governo não calculou bem a dimensão das ocupações e os possíveis efeitos que isso poderia ter sobre a aplicação das provas do Enem. Por isso, houve esse atraso [para reagir às ocupações]”.
Nova polêmica
Na última quinta-feira (1), a Polícia Federal (PF) revelou que as provas do primeiro e do segundo dia do Enem teriam vazado para ao menos dois candidatos de estados diferentes.
Segundo informações do Ministério Público Federal do Ceará (MPF/CE), que acompanha as investigações, os estudantes tiveram acesso aos gabaritos e tema da redação antes do início do exame.
Em nota, procurador Oscar Costa Filho, do MPF/CE, afirma que esse fato “compromete a lisura do exame e a própria credibilidade da logística de segurança que vem sendo aplicada”
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