Menu
Menu
Busca domingo, 22 de março de 2026
Gov Rota Celulose Mar26 Capa
Brasil

Três Poderes lançam pacto para enfrentamento ao feminicídio no Brasil

País registra quatro vítimas e 10 tentativas de feminicídio por dia

04 fevereiro 2026 - 12h55Luiz Vinicius, com informações da Agência Brasil

O governo federal, o Congresso Nacional e o Poder Judiciário lançam nesta quarta-feira (4) o Pacto Nacional – Brasil contra o Feminicídio.

A iniciativa prevê atuação coordenada e permanente entre os Três Poderes com o objetivo de prevenir a violência contra meninas e mulheres no Brasil.

O acordo reconhece que a violência contra mulheres no país figura como uma crise estrutural que não pode ser enfrentada por ações isoladas.

Será lançada ainda uma campanha orientada pelo conceito Todos Juntos por Todas, convocando toda a sociedade a assumir papel ativo no enfrentamento à violência.

Objetivos - Dentre os objetivos do pacto está acelerar o cumprimento de medidas protetivas, fortalecer as redes de enfrentamento à violência em todo o território nacional, ampliar ações educativas e responsabilizar agressores, combatendo a impunidade.

O acordo prevê compromissos voltados à transformação da cultura institucional dos três Poderes, à promoção da igualdade de tratamento entre homens e mulheres, ao enfrentamento do machismo estrutural e à incorporação de respostas a novos desafios, como a violência digital contra mulheres.

A estratégia inclui ainda o site TodosPorTodas.br, que vai reunir informações sobre o pacto, divulgar ações previstas, apresentar canais de denúncia e políticas públicas de proteção às mulheres, além de estimular o engajamento de instituições públicas, empresas privadas e da sociedade civil.

A plataforma vai disponibilizar um guia para download, com informações sobre os diferentes tipos de violência, políticas de enfrentamento e orientações práticas para uma comunicação responsável, alinhada ao compromisso de salvar vidas.

Comitê - O pacto também prevê a criação do Comitê Interinstitucional de Gestão, coordenado pela Presidência da República. O colegiado vai reunir representantes dos Três Poderes, com participação permanente de ministérios públicos e defensorias públicas, assegurando acompanhamento contínuo, articulação federativa e transparência.

Pelo Executivo, integram o comitê a Casa Civil, a Secretaria de Relações Institucionais e os ministérios das Mulheres e da Justiça e Segurança Pública.

Números - Dados do sistema judiciário mostram que, em 2025, a Justiça brasileira julgou em média 42 casos de feminicídio por dia, totalizando 15.453 julgamentos – alta de 17% em relação ao ano anterior.

No mesmo período, foram concedidas 621.202 medidas protetivas, o equivalente a 70 medidas por hora, segundo o Conselho Nacional de Justiça.

Já o Ligue 180, Central de Atendimento à Mulher, registrou média de 425 denúncias por dia, em 2025.

Confira, a seguir, as principais mudanças previstas pelo governo com o Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio:

  • medidas protetivas mais rápidas e que funcionem de verdade – menos tempo entre a denúncia e a proteção efetiva da mulher. A ideia é que decisões judiciais, polícia, assistência social e rede de acolhimento passem a agir de forma coordenada, sem empurra-empurra;
  • Três Poderes olhando para o mesmo caso – Executivo, Legislativo e Judiciário, além de órgãos de controle, compartilham informações e acompanham os casos de forma integrada, desde o pedido de ajuda até o desfecho, reduzindo falhas que hoje colocam mulheres em risco;
  • mais prevenção antes da violência virar morte – campanhas permanentes, educação para direitos, capacitação de agentes públicos e ações para mudar a cultura de violência – envolvendo, inclusive, homens como parte da solução;
  • agressores responsabilizados com mais rapidez – processos mais céleres, menos impunidade e respostas mais firmes a quem descumpre medidas protetivas ou comete violência;
  • atenção especial a quem corre mais risco – foco em mulheres negras, indígenas, quilombolas, periféricas, do campo, com deficiência, jovens, idosas e moradoras de áreas remotas ou em maior vulnerabilidade;
  • resposta a novas formas de violência – enfrentamento da violência digital, como perseguição, ameaças e exposição online, que muitas vezes antecedem agressões físicas;
  • cobrança pública de resultados – relatórios periódicos, metas e prestação de contas.

Reportar Erro

Deixe seu Comentário

Leia Também

Soldado de 18 anos morre durante treino de corrida do Exército
Brasil
Soldado de 18 anos morre durante treino de corrida do Exército
Foto: Leonardo Sá/Agência Senado
Brasil
CPI ouve ex-chefe do BC investigado por fraudes ligadas ao Banco Master
Dario Durigan, ministro da Fazenda
Brasil
Fazenda deve apresentar alternativas se estados não reduzirem imposto do diesel
Foto: TRE-PB
Brasil
Justiça Eleitoral convoca mesários voluntários para as eleições
Juca de Oliveira morre no Hospital Sírio-Libanês
Brasil
Morre aos 91 anos o ator Juca de Oliveira, referência da TV e do teatro
Moraes pede parecer da PGR sobre prisão domiciliar para Bolsonaro
Brasil
Moraes pede parecer da PGR sobre prisão domiciliar para Bolsonaro
A Meta é responsável pelas redes sociais Facebok, Instagram e Threads.
Brasil
Meta firma acordo com MPT para combater exploração infantil nas redes sociais
Sede da Petrobras
Brasil
Petrobras diz que está entregando todo o combustível produzido
Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
Brasil
Governo edita MPs e abre crédito de R$ 10 bilhões para reduzir preço do diesel
Foto: Reprodução
Brasil
Governo antecipa abono de aposentados e pensionistas para 2026

Mais Lidas

Caso aconteceu em uma escola municipal da cidade
Polícia
'Namoro' de monitor de escola municipal com menina de 13 anos é descoberto em Campo Grande
Ministro Antonio Carlos Ferreira
Política
Corregedor nega produção antecipada de provas solicitada do PL contra desfile no Carnaval
Foto: PMCG
Cidade
Pré-selecionados do Residencial Jorge Amado devem entregar documentos na Emha
Equipes da Polícia Militar fazem o isolamento do local
Polícia
AGORA: Com sinais de violência, homem é encontrado morto no centro da Capital