Dados do Ministério Público apontam que cerca de 90% das mulheres vítimas de feminicídio não possuíam medida protetiva ativa, reforçando a necessidade de ampliar o acesso à informação e fortalecer os canais de apoio.
O tema será discutido durante o 1º Congresso “Mulheres que Defendem Mulheres”, que acontece no dia 7 de março, em Campo Grande. O evento reúne profissionais que atuam na linha de frente do enfrentamento à violência de gênero e apresenta de forma prática o funcionamento da rede de proteção em Mato Grosso do Sul.
Um dos destaques será a apresentação do fluxo integrado da Casa da Mulher Brasileira, referência nacional em atendimento multidisciplinar. A unidade oferece acolhimento, triagem, apoio psicossocial, Delegacia Especializada, Ministério Público, Defensoria Pública, Juizado de Violência Doméstica, alojamento de passagem, brinquedoteca, central de transportes e ações voltadas à autonomia econômica.
A advogada e coordenadora estadual da Casa da Mulher Brasileira, Carla Charbel Stephanini, explica que a integração dos serviços permite que as vítimas rompam o ciclo de violência com segurança e reconstruam sua autonomia.
Idealizado pelas advogadas Caroline Carloto e Isabela Carlotto, o congresso também distribui uma cartilha informativa voltada a profissionais e vítimas, com orientações sobre identificação da violência, prevenção e acesso à rede de apoio.
O objetivo do evento é reforçar que informação, acolhimento e acesso à justiça são fundamentais para a prevenção da violência doméstica.
Serviço
Evento: 1º Congresso Mulheres que Defendem Mulheres
Data: 7 de março de 2026
Horário: 8h às 12h30
Local: Auditório da Adepol
Endereço: Rua Dr. Robson Benedito Maia, 312 – Carandá Bosque
Cidade: Campo Grande – MS
Entrada: gratuita
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