As palmeiras que foram plantadas na avenida Doutor Fadel Tajher Iunes, inaugurada em agosto do ano passado no Parque dos Poderes, estão virando ninho de araras e a região já é conhecida carinhosamente pelos técnicos do Instituto Arara Azul como “condomínio” das aves que encantam quem passa pelo local.
As plantas estão “morrendo” e dando espaço aos ninhos. Uma equipe da série "Birdwatching - Apreciadores de Aves", autorizada pela Agência Nacional do Cinema (Ancine) começou o trabalho na manhã desta sexta-feira (6) captando imagens no local para falar sobre o projeto Aves Urbanas - Araras na Cidade, encabeçado pelo Instituto Arara Azul.
A colaboradora do projeto, bióloga Larissa Tinoco, explicou ao JD1 Notícias como é feito o trabalho no local. “Fazemos um monitoramento dos filhotes, através da biometria para acompanhar o desenvolvimento das pequenas aves. No local, dois filhotes são monitorados”, disse. Ela detalhou que nem todas as palmeiras da via são usadas como ninho. “Apenas três são usadas pelas araras para a reprodução. Antes de usar a árvore, a ave analisa qual tem a cavidade ideal para que seja usada”, contou.

(foto:Larissa Tinoco)
O período de reprodução ocorre principalmente entre agosto e dezembro, mas há casais que antecipam e começam antes. Outros retardam e os filhotes voarão somente no início do ano que vem. Larissa alerta para que a população tenha cuidado com os filhotes que caem, se machucam e tem dificuldade para andar. “Nesse período, os juvenis estão saindo do ninho. Eles podem, durante o primeiro voo, não conseguirem pousar, se desequilibrando e caindo ao chão. Eles não conseguem alçar voo diretamente do chão. Ele precisa de um lugar alto para pegar impulso e voar. Então, neste caso, é importante que coloque a ave em um lugar alto, uma árvore, por exemplo”, disse.
Para identificar uma ave juvenil de uma adulta é fácil, segundo a bióloga, a ave que precisa de ajuda nesses casos tem o olho escuro e o adulto, além de ser maior, tem a coloração dos olhos verde claro.
A estimativa de arara-canindé em Campo Grande é de 700 aves. O instituto já cadastrou 238 ninhos em área urbana desde a criação do projeto, há quase dez anos, com o apoio da Fundação Toyota do Brasil e da Uniderp e monitoram outras espécies de aves também.
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Equipe de filmagem e colaboradores do Instituto Arara Azul monitorando as aves (Aline Calderan)


