Mal inaugurou e o corredor do transporte coletivo da Rui Barbosa que começou a funcionar nesta terça-feira (20), está gerando discordância entre os comerciantes que reclamam das instalações.
De acordo com a Prefeitura de Campo Grande, serão 986 viagens nos dias úteis, ao todo, 152 ônibus de 44 diferentes linhas passarão a circular pelos 3,8 km do corredor exclusivo. As reclamações vêm principalmente do estreitamento da avenida, da sinalização semafórica e da falta de estacionamento nas calçadas.
Gerente do Sport Som, na altura do Comper da Rui Barbosa, a comerciante afirma que o trânsito ficou mais difícil. “A Rui Barbosa já é super movimentada, e esse estreitamento atrapalhou o tráfego. Estamos há muitos anos trabalhando aqui e a gente não foi consultado”, falou.
Já funcionários da Loja CG MIX na Rui Barbosa com a Anibal de Toledo, frizam que o novo formato já causou acidentes. “Final de semana teve dois acidentes à tarde, e nem era horário de pico”, ele relatou que um dos envolvidos passava por dentro do corredor de ônibus, infração que foi relatada por outros transeuntes.
“Esse ponto não foi uma boa ideia e a presença da Escola Estadual Coração de Maria também eleva a preocupação”, relatou o trabalhador que preferiu não se identificar.
Já a sócia da Baroni Toldos, Silvana Baroni afirmou que deixar todo o calçamento na faixa amarelo, proibindo os carros de estacionarem é “péssimo” para o comércio. “Um colega que vendia chipas aqui já fechou e vai alugar em outro lugar. Além de ser perigoso porque tem gente que corre na frente dos carros para pegar o ônibus no meio da rua.Vejo que muito comércio vai fechar as portas”, relatou.
Ela revela que ainda antes da pandemia, a Prefeitura e a Agetran fizeram consultas públicas e reuniões com os comerciantes sobre a implantação do terminal intermodal, e segundo ela, todos foram contra a ideia, porém eles alegaram que o projeto já estava pronto e não poderia ser mudado. “Fizemos abaixo-assinado, todos assinaram, ate da rua de cima, mas nada mudou”.
O JD1 Notícias tentou contato com a Agetran, mas até o fechamento desta matéria, não obteve retorno.
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As reclamações vêm principalmente do estreitamento da via (Sarah Chaves/JD1 )



