As restrições que foram impostas na capital, após a pandemia do coronavirus ganhar proporções, e ter que ser contida também em Campo Grande, começa a ter efeito colateral em outro setor a economia.
Em um deles, a preocupação está a flor da pele: o da construção civil. Essa semana pode ser a última que peões, pedreiros, serventes, mestres de obras, vão receber seu salário regularmente.
Isso porque em centenas de construções se trabalha por dois sistemas, ou o pagamento semanal, ou por fases, na qual o pagamento aos prestadores de serviço é feito por fases ou estágios, que se atinge.
Com a paralisação, ambas as formas param, e a empresa, ou o engenheiro não recebe do seu contratante, e com isso toda a cadeia de trabalhadores, ficará literalmente "chupando dedo".
Dois empresários que falaram ao JD1 Notícias, foram claros, semana que vem todos já sabem que não recebem mais. "Não podemos fazer nada", disse um deles, que tem 60 funcionários, tem no momento duas empreitas para o setor privado.
O presidente do Sindicato Intermunicipal da Indústria da Construção de Mato Grosso do Sul (Sinduscon-MS), Amarildo Miranda, disse ao JD1, que com dialogo é "possível não parar". Segundo ele a Câmara Brasileira da Construção Civil (CBIC), já havia repassado ao setor em todo o país, normas para que não houvesse interrupção, embora estas fossem causar alguns transtornos.
Segundo Amarildo, desde a entrada para o serviço, é "preciso seguir protocolos", existem tipos de construções disse Amarildo, que sua natureza tem exigências rígidas.
Ao contrário de Campo Grande, São Paulo e Brasília, optaram por outra estratégia, que impôs protocolos a serem seguidos, mas não proibiram o setor de trabalhar. Como mostra a imagem abaixo:

Na capital, grandes empresas como a Plaenge deram férias coletivas a seus funcionários, e nelas as consequências serão menores. Para os funcionários de prestadores de serviço, e micro e pequenas empresas, o período de restrições deve ser preocupante, e pior, de bolso vazio.
Reportar ErroDeixe seu Comentário
Leia Também

Pastor acusado de estupro pede para deixar Conselho de Ética de Pastores de Campo Grande

Fumacê percorre cinco bairros de Campo Grande nesta terça-feira

Hospital Universitário alerta para informação falsa sobre Mutirão da Mulher

VÃtima que acusou secretário da Sejuv de estupro recebe mensagens de intimidação

Perfumes, eletrônicos e roupas serão vendidos em bazar solidário na Capital

Justiça nega liberdade a homem que matou Edson a tiros em conveniência de Campo Grande

Juiz proÃbe técnico em optometria de atuar sem médico e multa pode chegar a R$ 100 mil

Nomeado na prefeitura de Campo Grande, pastor é afastado após denúncia de estupro

Policiais presos em cadeia na Capital enfrentam riscos em contato com detentos comuns


Trabalhadores da construção civil (reprodução)



