Menu
Menu
Busca segunda, 09 de março de 2026
Economia

Apesar de freio, China ainda dependerá do Brasil

06 maio 2014 - 12h02Via Folha
O mundo assiste com atenção à desaceleração econômica chinesa. A evolução do PIB (Produto Interno Bruto), que já superou os 10% ao ano, agora preocupa e gira de 7% a 7,5%.

Mas essa preocupação deve ser encarada com menor apreensão pelo agronegócio. O crescimento da renda de boa parte da população e a urbanização mudaram os padrões alimentares na China.

O resultado é que o país poderá comprar menos minério, mas não fará o mesmo com os alimentos, cuja demanda continua crescendo.

Os chineses, exportadores líquidos de grãos até 2007, agora são importadores, tanto de grãos como de carnes.

A dependência chinesa por alimentos abre novas portas para o Brasil. E a demanda chinesa cresce mais exatamente em produtos cuja evolução é grande no Brasil.

É o caso do milho. O cereal é o que tem a maior evolução de produção no Brasil. O país saiu de 42 milhões de toneladas em 2006 para 82 milhões no ano passado.

E é exatamente onde a China terá as maiores dificuldades de abastecimento. As importações chinesas, que atingiram 2,7 milhões de toneladas na safra passada e devem ficar em 7 milhões nesta, poderão chegar a 22 milhões de toneladas em 2023/24, segundo o Usda (Departamento de Agricultura dos EUA).

As importações de soja deverão atingir 112 milhões de toneladas daqui a dez anos. Na safra passada, foram de 60 milhões. Nesta, 69 milhões.

As importações de grãos da China não se limitam a esses produtos, mas se estendem também para trigo, algodão, sorgo e até arroz.

Uma boa abertura para o Brasil virá também das carnes, principalmente da bovina, produto que, segundo analistas do Rabobank - banco especializado em agronegócio -, poderá ser a "nova soja" para a China.

Os chineses importaram 297 mil toneladas de carne bovina em 2013. Esse volume deverá dobrar até 2018, segundo o banco.

As portas se abrem também para as carnes suína e de frango. No primeiro caso, as importações crescerão 59% em dez anos, enquanto as de frango subirão 45%, aponta o Usda.

Esse setor de carnes, no entanto, é delicado e o país precisará se esforçar mais para participar dele.

Reportar Erro
Unimed Seu Sim Muda Tudo - Mar26

Deixe seu Comentário

Leia Também

Indústria segue com bons números
Economia
Alta da atividade industrial em janeiro não compensa perdas acumuladas
Febraban alerta sobre golpe do falso gerente
Economia
Febraban alerta sobre golpe do falso gerente
Dia Internacional da Mulher é celebrado neste domingo (8)
Economia
Preços de flores e serviços de beleza variam até 214% para o Dia da Mulher, aponta Procon-MS
Carteira de trabalho digital e física
Economia
Desemprego fica em 5,4% no trimestre encerrado em janeiro de 2026
Dinheiro - Foto: Getty Images / BBC
Política
Projeto que proíbe uso de dinheiro em espécie em transações imobiliárias avança no Senado
Flores estão entre alguns dos preços com mais variações
Economia
Preços de flores e procedimentos de beleza variam mais de 200% em Campo Grande
PGR defende arquivamento de inquérito contra Elon Musk
Economia
PGR defende arquivamento de inquérito contra Elon Musk
carteira clt
Economia
Brasil tem saldo positivo de 112,3 mil postos de trabalho em janeiro
Atual ministro da Fazenda, Fernando Haddad
Economia
Conflito não deve impactar a economia brasileira imediatamente, diz Haddad
Foto: Saulo Cruz/Agência Senado
Economia
Acordo MercosulUE avança e será analisado na CRE do Senado na quarta-feira (4)

Mais Lidas

Ludmila faleceu na tarde de ontem
Polícia
Jovem surta, briga com o namorado e morre ao tomar água com cocaína em Campo Grande
Imagens enviadas por amigos
Polícia
Amigos contestam versão sobre morte de jovem no Paulo Coelho Machado
O caso aconteceu na tarde de hoje
Polícia
AGORA: Mulher é morta a facadas no Nova Lima
Bebê de quatro meses é internado ao ser espancado e mordido pelo pai no Jardim Inápolis
Polícia
Bebê de quatro meses é internado ao ser espancado e mordido pelo pai no Jardim Inápolis