Menu
Menu
Busca quinta, 16 de abril de 2026
Sebrae IA #2 Abr26
Economia

Associações defendem carne brasileira e criticam "desinformação" após operação

20 março 2017 - 16h44Agência Brasil

O presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), Antônio Jorge Camardelli, disse hoje (20) na capital paulista que o setor cobrou apoio do governo federal após os efeitos negativos da Operação Carne Fraca, deflagrada na última sexta-feira (17) pela Polícia Federal. A operação investiga o envolvimento de fiscais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) em um esquema de liberação de licenças e fiscalização irregular de frigoríficos. O presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Francisco Sérgio Turra, elogiou a Operação Carne Fraca, mas criticou a forma como foi feita a divulgação das investigações.

“Em um segundo aspecto, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento se movimentou, e nós estávamos juntos, para responder pontualmente àqueles países que fizeram questionamentos diretos e também preparar uma nota técnica para os países que não questionaram para que se sintam tranquilos dentro do processo”, disse Camardelli. A Abiec também já se antecipou fazendo a tradução de sua nota técnica em todas as línguas e mantém o contato diário com os importadores e embaixadas.

Segundo ele, ainda não é possível mensurar o prejuízo em relação ao mercado externo, entretanto já se sabe que há a suspensão das atividades de seis plantas (unidades) e que a China aguarda explicações brasileiras sobre os produtos que estão a caminho do país, o que deve deixar a carne presa nos contêineres por alguns dias.

“Nossa resposta é a de que nós já exportamos 1,5 milhão de toneladas e o Brasil nunca foi veículo de coisa nenhuma e isso (o escândalo) dentro da proporção não significa nada. Nós estamos ratificando frente aos nossos compradores que esse foi um episódio que teve amplitude de uma maneira sutil e que foi um processo de corrupção burocrática sem risco sanitário”, defendeu Camardelli.

Ele ressaltou que a população não deve entrar em pânico e que, em termos de saúde pública e segurança alimentar, pode ficar tranquila para consumir os produtos. “Não existe diferença na produção para o mercado externo e interno. Todos os cuidados e análises são feitos. O consumo está ratificado e não existe risco à população de nenhuma ordem . A área bovina está tranquila e não teve nenhum associado da Abiec envolvido nos processos de fraude. As citações que houve de alguns grupos foram dentro do processo, dentro da avaliação e investigação”.

O diretor técnico ABPA, Rui Vargas, avaliou que houve um grande equívoco técnico quando se fez uma massificação da informação tentando repassar uma imagem negativa da carne brasileira para os consumidores e importadores. “Todas as coisas que foram ditas são equivocadas tecnicamente. As ações que nos foram comunicadas serão tomadas para aprimorar o processo e dar garantias fortes e seguras aos consumidores. O ministério nos comunicou que fará uma operação de auditoria em todas as empresas citadas.”

Vargas disse ainda que a operação da Polícia Federal deveria ter envolvido apenas a postura e comportamento dos funcionários do ministério e das empresas citadas e não a qualidade dos produtos. “Não havia motivo para falar da qualidade da carne ofertada. Ficou muito claro que as coisas estão dissociadas e que o governo está tomando medidas fortes tentando levar essa imagem ao conhecimento de todos os países e consumidores."

O presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Francisco Sérgio Turra, elogiou a Operação Carne Fraca, mas criticou a forma como foi feita a divulgação das informações. Para Turra, a notícia no dia da operação provocou desinformação generalizada, propiciando o surgimento de informações sobre carne podre, contaminada e envenenada. “A operação é perfeita porque temos que perseguir a perfeição, mas a comunicação ensejou uma imagem de que tudo aqui é ruim”.

Turra ressaltou que agora a entidade tem como foco um trabalho de reconstrução da verdade, de separar “o joio do trigo”, para que tudo fique claro para o consumidor interno e externo. “O Brasil é exportador, então nosso trabalho é deixar claro quem cometeu e onde. Se houve servidor público envolvido, o ministério tem que puní-lo e as empresas também vão banir quem cometeu qualquer equívoco. Nossa luta é para dizer a verdade. Está muito claro que 99,9% dos produtores são corretos e inspecionam. A bioseguridade do Brasil é impecável”.

Reportar Erro
UNIMED Corrida - Abr26

Deixe seu Comentário

Leia Também

Cédulas de dinheiro
Economia
Governo propõe salário mínimo de R$ 1.717 em 2027
Riedel durante discurso no evento
Economia
Em SP, Riedel destaca setor sucroenergético do estado e é elogiado por governador paulista
Confiança da indústria atinge menor nível desde 2020
Economia
Confiança da indústria atinge menor nível desde 2020
Presidente do Consen-MS, Rosimeire Costa
Economia
Conta de luz sobe em MS e mecanismo pode empurrar custo para 2027
Data deve movimentar comércio no Centro
Economia
Impulsionado pela compra de presentes, Dia das Mães deve movimentar R$ 452,6 milhões em MS
Fiems critica fim da escala 6x1 e alerta para impacto bilionário
Economia
Fiems critica fim da escala 6x1 e alerta para impacto bilionário
Show do Guns N' Roses aumenta ocupação hoteleira para 86% na Capital
Economia
Show do Guns N' Roses aumenta ocupação hoteleira para 86% na Capital
Cesta básica
Economia
Trabalhador gasta 53,7% da renda com cesta básica em Campo Grande
Governo Federal detalha - Foto: Washington Costa/MF
Economia
Governo aumenta imposto sobre cigarros para compensar isenção de tributos sobre biodiesel
Foto: Ilustrativa / Vinicius Thormann
Economia
Número de mulheres donas de negócios chega a 10,4 milhões e bate recorde no país

Mais Lidas

Réu João Vitor de Souza Mendes - Foto: Vinícius Santos / JD1 Notícias
Justiça
Pega 44 anos de prisão rapaz que matou 2 crianças inocentes em Campo Grande
Ilustrativa / Foto: Marcus Phillipe
Oportunidade
Precisa tirar documentos? Mutirão em Campo Grande vai emitir RG, CPF e certidões de graça
Réu João Vitor de Souza Mendes - Foto: Vinícius Santos / JD1 Notícias
Justiça
Em júri, acusado de matar duas crianças pede para não ser julgado pela 'tatuagem'
Confusão aconteceu no Mercadão Municipal
Polícia
Discussão entre funcionários termina com um esfaqueado no Mercadão Municipal