O aumento do desemprego e da pobreza vai demandar do governo uma política social fortalecida no momento pós-crise do coronavírus, reconhece o secretário de Política Econômica do Ministério da Economia, Adolfo Sachsida.
Adolfo alerta, porém, que o auxílio emergencial de R$ 600 para trabalhadores informais “não é para ter vida longa” e qualquer programa futuro só terá espaço no Orçamento Federal com revisão de outros gastos.
Questionado se defende uma forte rede de proteção social para o momento pós-pandemia, Adolfo respondeu: "O pilar que dá sustentação ao lado fiscal da nossa economia é o teto dos gastos. Esse pilar foi preservado. A ideia é que todos os programas que fizemos de impacto fiscal sejam transitórios, e todos inevitavelmente terminem este ano. O auxílio emergencial aos informais foi desenhado para ter duração de três meses e acabou. As políticas de impacto fiscal implementadas durante a pandemia são transitórias porque a crise é transitória".
Sobre fortalecer a rede de assistência social, o secretário disse que Quem lidera essa discussão é o Ministério da Cidadania. "O que eu alertei é que alguns debates são importantes de serem feitos. Será que não estamos transferindo muito dinheiro dos pobres para os ricos? Eu acho que estamos. Isso tem de mudar. Nós temos de fazer a política social da maneira correta", comentou.
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Adolfo Sachsida: "Políticas de impacto fiscal implementadas na pandemia são transitórias porque a crise é transitória" (Reprodução/Internet)



