O encontro empresarial promovido pela Fiems com o BNDES, em Campo Grande, serviu como vitrine para ampliar o acesso da indústria de Mato Grosso do Sul a crédito mais barato e direcionado à inovação, expansão e capital de giro.
Foi apresentado ao banco o volume de investimentos já em andamento no Estado. Dados exibidos durante o encontro apontam mais de R$ 115 bilhões em projetos industriais no período de 2023 a 2030. Desse total, cerca de R$ 27 bilhões já foram concluídos, outros R$ 60 bilhões estão em execução e aproximadamente R$ 29 bilhões ainda estão previstos, formando uma carteira robusta com potencial de geração de pelo menos 18 mil empregos diretos apenas na operação.
O presidente da Fiems, Sérgio Longen, destacou que a presença do BNDES no Estado busca justamente conectar essa demanda crescente por investimento às linhas de financiamento disponíveis. Segundo ele, a indústria sul-mato-grossense vive um momento de expansão, puxado principalmente pelo agro, mas com necessidade crescente de inovação tecnológica, modernização de equipamentos e acesso a capital de giro.
“São produtos que farão diferença para as empresas e também para o agro. A indústria precisa inovar, investir em máquinas e, muitas vezes, ter suporte financeiro para crescer”, afirmou.
Longen também ressaltou o papel do programa Fiems Conecta, que deve funcionar como ponte entre empresários e oportunidades de crédito, além de oferecer apoio na implantação de empreendimentos.
Do lado do BNDES, o diretor de Desenvolvimento Produtivo, Inovação e Comércio Exterior do banco, José Luis Gordon, enfatizou que o banco já ampliou significativamente sua atuação em Mato Grosso do Sul nos últimos anos. Segundo ele, foram cerca de R$ 20 bilhões liberados para o Estado nos últimos três anos, volume 200% superior ao registrado no período anterior.
A estratégia agora, segundo o diretor, é aprofundar essa presença com linhas voltadas à indústria 4.0, agroindústria e infraestrutura. Entre os instrumentos disponíveis, estão financiamentos para aquisição de máquinas e equipamentos e linhas com juros na faixa de 6,5% ao ano, além de programas voltados a setores estratégicos impactados por fatores externos, como crises internacionais e mudanças no comércio global.
“Estamos aqui para apoiar ainda mais o setor empresarial do Estado. Vamos trabalhar próximos da federação para entender as demandas e, se necessário, até construir novas linhas específicas”, afirmou Gordon.
Praticamente todos os setores da economia local devem ser beneficiados, com destaque para cadeias já consolidadas como celulose, bioenergia, agroindústria e mineração.
A aposta da Fiems é que o acesso facilitado ao crédito do BNDES funcione como acelerador desse ciclo, garantindo que projetos já em andamento avancem mais rápido e que novos investimentos saiam do papel nos próximos anos.
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Foi apresentado ao banco o volume de investimentos já em andamento no Estado (Vitor Kraemer/JD1)



