A China anunciou que vai retomar as importações de carne bovina brasileira, que estavam suspensas desde o dia 3. O motivo foi uma notificação de caso atípico de encefalopatia espongiforme bovina (EEB), conhecida popularmente como doença da "vaca louca", registrada no estado de Mato Grosso.
A China é o único país, entre os importadores do Brasil, que tem protocolo sanitário que exige a suspensão temporária das importações de carne quando detectado caso atípico da doença. A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, ficou sabendo da notícia nesta madrugada.
Ela voltou a dizer que continuará negociando um novo protocolo junto às autoridades sanitárias chinesas. Segundo o ministério, “a doença foi confirmada em uma vaca de corte, com idade de 17 anos. Todo o material de risco específico para EEB foi removido do animal durante o abate de emergência e incinerado no próprio matadouro".
Demais "produtos derivados do animal foram identificados, localizados e apreendidos preventivamente, não havendo ingresso de nenhum produto na cadeia alimentar humana ou de ruminantes. Não havia, portanto, risco para a população", declarou a ministra.
A OIE (Organização Mundial de Saúde Animal, sigla em inglês) encerrou, no último dia 3, o pedido de informações complementares do Brasil sobre o caso e concluiu que não há risco sanitário. As exportações de carne bovina continuaram normalmente para os demais países.
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A EEB, uma doença bovina, foi confirmada em uma vaca de corte, com idade de 17 anos, no estado de Mato Grosso (Divulgação/Abiec)



