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Economia

Com alta de 6% exportações de MS batem arrecadação de 2018

Em 5 meses o lucro com as exportações industriais do estado foi de R$ US$ 1,5 bilhão

18 junho 2019 - 15h56Mauro Silva, com informações da assessoria

As exportações de produtos industrializados de Mato Grosso do Sul alcançam ótimos números este ano. De acordo com o levantamento do Radar Industrial da Fiems, de janeiro a maio de 2019 o montante de exportação chegou a US$ 1,5 bilhão, alta de 6%.

A pesquisa da Fiems comparou os números do ano passado como o mesmo período deste ano. Em 2018 do mês um ao seis foram arrecadados US$ 1,42 bilhão. Apenas no mês de maio, as exportações de industrializados do Estado totalizaram US$ 336,38 milhões contra US$ 307,03 milhões de maio do ano passado, um incremento de 10%.

Segundo o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems, Ezequiel Resende, quanto ao volume exportado, na comparação mensal, foi registrado aumento de 40%, enquanto, no acumulado do ano, teve redução de 3%. “Em relação à participação relativa, no mês, a indústria respondeu por 74% de toda a receita de exportação de Mato Grosso do Sul e, no acumulado do ano, a participação está em 69%”, destacou.

No ano, conforme o economista, os grupos de maior destaque nas exportações de produtos industriais de Mato Grosso do Sul são: “Celulose e Papel”, “Complexo Frigorífico”, “Óleos Vegetais”, “Extrativo Mineral” e “Couros e Peles”. “Esses grupos, somados, representam 97,1% da receita total das vendas sul-mato-grossenses de industrializados ao exterior”, informou.

Grupos em alta

O grupo “Celulose e Papel” registrou nos primeiros cinco meses deste ano receita de US$ 909,62 milhões, um aumento de 21%, que foram obtidos quase que na totalidade com a venda da celulose (US$ 886,36 milhões), tendo como principais compradores China, com US$ 544,07 milhões, Estados Unidos, com US$ 119,32 milhões, Itália, com US$ 67,77 milhões, Holanda, com US$ 57,03 milhões, Reino Unido, com US$ 16,20 milhões, e Espanha, com US$ 14,28 milhões.

Já no grupo “Complexo Frigorífico” a receita conseguida de janeiro a maio foi de US$ 372,44 milhões, um aumento de 2% em relação ao mesmo período do ano passado, sendo que 45,1% do total alcançado é oriundo das carnes desossadas de bovinos congeladas, que totalizaram US$ 168,05 milhões, tendo como principais compradores Hong Kong, com US$ 67,45 milhões, Chile, com US$ 52,99 milhões, Emirados Árabes Unidos, com US$ 39,56 milhões, Irã, com US$ 29,03 milhões, Arábia Saudita, com US$ 21,24 milhões, China, com US$ 20,91 milhões, Egito, com US$ 16,96 milhões, e Japão, com US$ 12,98 milhões.

O grupo “Siderurgia e Metalurgia Básica” teve receita de US$ 12,35 milhões no período de janeiro a maio, um aumento de 120%, tendo como principal produto o ferro fundido bruto não ligado. Os principais países compradores são México, com US$ 9,54 milhões, o Paraguai, como US$ 1,19 milhão, a Argentina, com US$ 783,92 mil, e a Bolívia, com US$ 695,35 mil.

 

Roberto Carlos

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