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Economia

Desemprego sobe pelo 8º mês, a 7,6%, e é o maior para agosto desde 2009

24 setembro 2015 - 08h57

O desemprego subiu pelo oitavo mês seguido e chegou a 7,6% em agosto. É a maior taxa de desocupação para o mês de agosto desde 2009, quando ela foi de 8,1%.

Considerando todos os meses, é o maior desemprego mensal desde março de 2010, que também registrou desocupação de 7,6%.

Na comparação com julho deste ano (7,5%), o desemprego teve leve alta de 0,1 ponto percentual. Em relação a agosto do ano passado (5%), o aumento foi de 2,6 pontos percentuais.

Os números foram divulgados nesta quinta-feira (24) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), e fazem parte da PME (Pesquisa Mensal de Emprego), baseada nos dados das regiões metropolitanas de Recife, Belo Horizonte, São Paulo, Salvador, Rio de Janeiro e Porto Alegre.

O IBGE considera desempregado quem não tem trabalho e procurou algum nos 30 dias anteriores à semana em que os dados foram coletados.

Sobe número de pessoas procurando trabalho

A população desempregada foi estimada em 1,9 milhão de pessoas. O número não mudou com relação a julho, mas representa 636 mil pessoas a mais em relação a agosto de 2014 (alta de 52,1%).

A população ocupada e a população não economicamente ativa (pessoas que estão fora da força de trabalho) ficaram estáveis na comparação com julho de 2015 e com agosto de 2014.

Em um ano, cai rendimento e número de carteiras assinadas
A pesquisa apontou 11,3 milhões de pessoas trabalhando com carteira assinada no setor privado. Isso representa estabilidade em relação a julho e queda de 3,81% na comparação com agosto do ano passado.

O rendimento médio real (descontando a inflação) dos trabalhadores em julho foi de R$ 2.185,50. Segundo o IBGE, o valor é 0,5% maior que o registrado em julho, mas 3,5% menor que o verificado em agosto do ano passado.

IBGE tem duas pesquisas mensais de desemprego

Além da PME, o IBGE também divulga mensalmente a Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua Mensal. Segundo o instituto, ela é mais abrangente do que a PME, porque são pesquisados 211.344 domicílios particulares permanentes distribuídos em cerca de 3.500 municípios pelo país.

A última Pnad Contínua Mensal, com dados do trimestre terminado em junho, apontou que o desemprego subiu para 8,3%.

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