Cada vez mais conectados. Essa é a realidade de mais da metade dos 200 milhões de brasileiros, que tem ainda como maioria na internet o público feminino, com idades entre 10 e 29 anos, residentes nas regiões Sudeste e Sul do Brasil. Juntos e apesar de qualquer crise econômica, esses 100 milhões de internautas movimentaram R$ 41,3 bilhões em compras pela internet em 2015, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) e levantamentos realizados pelo E-bit/Buscapé, unidade especializada em informações de comércio eletrônico do Buscapé Company.
Desde 2000, quando os primeiros números do e-commerce começaram a surgir, muita coisa mudou. Hoje cada vez mais as empresas se preocupam em estar presentes na rede e muitas também com suas lojas on-line, que englobam os mais variados produtos, como livros, pneus, celulares e até queijos e frios importados.
Para Kamila Pinheiro, jornalista de 27 anos, que mora em Curitiba - PR, comprar pela internet é uma facilidade. “É bem prático. Por exemplo, meu marido e eu estávamos sem tempo de ir ao mercado, então fizemos a compra do mês pelo computador mesmo, sentados na cama, às 22h de um sábado!”.
Todavia, apesar de todo o forte crescimento, a categoria de alimentos e bebidas é ainda pouco explorada, representando cerca de 1% do faturamento das vendas virtuais. “As empresas deste setor terão que trabalhar a questão da logística de entrega, já que para esse tipo de produto, o consumo é mais imediato”, destacou Pedro Guasti, fundador da E-bit, VP de Relações Institucionais do Buscapé Company e presidente do Conselho do Comércio Eletrônico da FecomercioSP.
Atenta à todas essas questões e demandas, a importadora de alimentos Allfood lançou este ano sua loja on-line para todo o país. Em seu site é possível encontrar as informações relacionadas à cobertura e prazo de entrega. Para Luciano Almendary, presidente da empresa, o maior desafio será vencer a barreira da compra de alimentos pela internet, destacando-se ainda mais os perecíveis.
“Estamos trabalhando para mostrar que nossa embalagem é segura e também reforçamos a praticidade de receber tudo em casa”, destacou Almendary, pontuando ainda que um dos fatores que os motivaram a investir no segmento on-line é a possibilidade de oferecer toda sua cartela de produtos aos consumidores, que muitas vezes não os encontram nas lojas e em todas as regiões do Brasil.
E justamente esta questão do acesso a uma maior variedade de produtos é o que motiva Tatiana Nogueira Machado, nutricionista de 38 anos e moradora de Sidrolândia – MS. “Eu compro alimentos pela internet já tem algum tempo, porque como moro no interior, não tenho muita variedade por aqui. Ainda encontro mais opções pela internet do que em Campo Grande”, pontua.
Vale destacar que segundo o relatório semestral WebShoppers sobre comércio eletrônico, desenvolvido pela E-bit/Buscapé Company, o ano de 2015 registrou as melhores taxas de satisfação dos e-consumidores brasileiros desde que se começou a utilizar métodos de análise para esta questão, em 2010, o que comprova o amadurecimento do segmento, à medida que as empresas têm se preocupado cada vez mais nas melhorias dos serviços on-line, gerando um aumento na confiança dos consumidores.
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