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Em busca de preço e variedade, pais antecipam compra de material escolar

05 janeiro 2011 - 17h56
Faltando quase um mês para o início das aulas, alguns pais procuraram antecipar a compra de material escolar para esta semana. Eles querem variedade e tranquilidade na hora de escolher os produtos. As lojas de Campo Grande começam a registrar crescimento no movimento, ainda que algumas pessoas apenas façam pesquisas no comércio. O gerente de uma papelaria, Valdinei Ferreira, diz que cerca de 30% dos clientes vão até a loja para verificar e comparar preços. “Mas muitos acabam voltando. Esperamos que o movimento aumente a partir de sexta-feira, com o pagamento do comércio e dos funcionários de empresas privadas”, garante Valdinei, que espera aumento de 10 a 15% nas vendas. Mais otimista, o gerente de outra papelaria, Felipe Daniel, acredita que o volume de vendas deva crescer até 40%. “Nosso principal concorrente mudou de lugar e estamos dominando a área. As vendas estão boas já”, celebra o comerciante. As irmãs Francisca Rosiene Araújo e Maria Nazaré Araújo foram às compras nesta quarta-feira. Depois de passarem em outros três estabelecimentos, resolveram comprar naquele que ofereceu o melhor preço. “Comprei um caderno por R$ 6. no outro lugar, tá custando R$ 10. É muita diferença”, diz Francisca, mãe de Arthur, de 4 anos, e Henrique, de 6. Os filhos de Francisca estudam em escola pública e vão ganhar kits escolares do governo do Estado. “Minha lista diminuiu muito, mas ainda sim preciso poupar”, conta a dona de casa. Já Maria Nazaré tinha apenas um item na lista. “Minha filha é grande, não precisa de muita coisa. Só me pediu uma mochila”, relata a mãe de Gabriele, de 12 anos, que já havia comprado um caderno “da moda” em outra loja. As duas irmãs chegaram a ver diferença de 40% nos produtos. O bom preço, a tranquilidade e a variedade dos produtos também atraíram Celi Leal às compras. “Se a gente deixa para vir perto do começo das aulas, é uma loucura, não tem produto bom e o preço fica lá em cima. Prefiro me antecipar”, garante. No caso de uma terceira papelaria, que atua no setor de atacado, os preços estão na média, com variações negativas para produtos considerados indispensáveis, como cadernos comuns, lápis e borracha. “O que encarece são produtos novos, licenciados ou com personagens famosos”, explica a vendedora Thais Mendes Sampaio. Thais revela que costuma ir aos concorrentes para saber média de preço. “Senão perdemos mercado. Eles colocam o preço mais baixo e perdemos o cliente. Optamos pelo meio termo, para ter opção e preço para todos”, diz a vendedora. João Victor, de seis anos, estava todo animado na compra do material escolar. Pela primeira vez ele vai frequentar a sala de aula. Os pais, Katiusce Batista Zuanazzi e Djalma Lourenço, estavam tranqüilos na compra. “Moramos em Terenos e a lista que a escola pediu tem itens que não encontramos lá”, falou Katiusce, acrescentando que o filho vai estudar em uma escola de Campo Grande, vindo todos os dias de van. “Ficamos apreensivos, mas ele está adorando”, garante Djalma. Levantamento de preços-O Procon de Mato Grosso do Sul realiza na semana que vem a primeira pesquisa de material escolar de 2011. Neste ano, o levantamento tem uma novidades. “Estamos convidando as lojas para se inscreverem e serem inseridas na lista a ser pesquisada. Isso torna o levantamento mais democrático e oferece mais opções de preço para o consumidor”, esclarece Alexandre Monteiro Rezende, coordenador de fiscalização do Procon. As lojas podem se inscrever até o dia 10, próxima segunda-feira, quando terá início a pesquisa. A divulgação dos preços será feita na quinta-feira (13). As inscrições dos interessados em participar da pesquisa podem ser feitas pelo email [email protected] ou pelo telefone 3316-9830.
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