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Economia

Empresa exportadora demite 450 funcionários de curtume em MS

23 julho 2011 - 11h55TV Morena - reprodução

O maior grupo exportador de carne do mundo demitiu 450 funcionários de sua unidade de curtume em Campo Grande nesta semana. A estratégia da empresa é terceirizar alguns setores de produção, o motivo alegado é o baixo preço do dólar que desfavorece as exportações brasileiras.

No primeiro semestre de 2011 o Brasil registrou uma queda de 16% nas exportações de carne bovina, mas ainda assim o aumento nos valores exportados foi de 8%, num total de 2,59 bilhões de dólares. A valorização do real frente ao dólar diminuiu a competitividade da carne brasileira no mercado externo.

Em nota oficial divulgada na última quinta-feira (21), a justificativa do grupo é que a redução no quadro de funcionários foi por questões mercadológicas e que serão respeitados os direitos trabalhistas. Alguns estão sendo remanejados dentro do grupo.

A terceirização no setor do couro tem sido uma alternativa para os grandes grupos que ainda estão em processo de fusão com empresas estrangeiras. O fato no curtume de Campo Grande é visto pelos especialistas como um caso isolado.

O Brasil sempre foi visto como um país capaz de abastecer o mercado mundial. Mato Grosso do Sul possui 317 fazendas habilitadas para exportar carne para a Europa, mas nem sempre o pecuarista ganha um valor diferenciado pela carne e ela nem é exportada para o mercado europeu.

A maior parte da carne bovina brasileira vai para a Rússia e países árabes, porém os melhores mercados, como Europa, Japão e Coreia que são os que pagam mais pela carne, ainda não foram conquistados. "É um mercado dinâmico cuja acomodação deve demorar um pouco, mas nós temos todas as condições de sermos os maiores fornecedores em quantidade e no melhor preço de dólar por tonelada", afirma Carlos Eduardo Dupas, vice presidente da Bolsa Brasileira de Mercadorias.

Nos últimos cinco anos os pecuaristas conseguiram cumprir as exigências de sanidade animal, rastreabilidade e cuidados no pasto feitas pelos mercados mais rigorosos. Mas isso não garantiu o espaço da carne brasileira.

"Temos problemas de logística, temos as questões comerciais, questões políticas. E que tudo isso se houver de fato um entendimento de todos os elos da cadeia e um trabalho de marketing grande aonde todos invistam financeiramente nesse marketing, eu creio podemos aproveitar essa oportunidade que existe. O Brasil é um potencial e pode atender essa demanda", diz a analista de mercado, Adriana Mascarenhas.

senar janeiro21

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