Com baixa de 0,04%de agosto para setembro, a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor de Campo Grande (IPC/CG) teve como principais responsáveis pelo aumento os grupos Transportes e Habitação contribuíram para o aumento, segundo Núcleo de Estudos e Pesquisas Econômicas e Sociais (Nepes) da Uniderp.
Segmentos
Em setembro, o grupo Habitação teve alta de 0,44% em relação ao mês anterior, motivada, principalmente, pelo aumento de produtos de uso doméstico, como fósforos (5,63%), sabão em barra (4,11%) e álcool para limpeza (3,61%). Quedas de preços ocorreram com lustra móveis (-7,54%), detergente (-5,01%), água sanitária (-5%), entre outros.
Diferente dos meses anteriores, o grupo Alimentação registrou deflação: -0,31%, puxando o índice geral para baixo. As maiores altas de preços ocorreram com: limão (24,93%), farinha láctea (20,26%), queijo cremoso (19,66%), entre outros. Grandes quedas foram identificadas com: abobrinha (-36,27%), salsa (-33,35%), batata (-22,99%), entre outros. “Alimentos do cotidiano também registraram redução de preço, como o leite pasteurizado, que caiu -9,53%, bem como o arroz, que diminuiu -2,03%”, completou o professor.
“Com a melhora do clima, que favorece a produção de cereais, hortifrutícolas e leite, o grupo Alimentação pode contribuir para a queda da inflação em nossa cidade. A carne bovina está voltando a preocupar neste momento, pois, o fim do ano é ocasião em que normalmente ela aumenta de preço”, analisa o Celso.
Dos 15 cortes de carnes bovina pesquisados pelo Nepes da Uniderp, nove deles sofreram aumentos de preços. São eles: patinho (14,80%), filé mignon (11,32%), cupim (9,44%), picanha (8,97%), contrafilé (8,42%), peito (8,18%), coxão mole (5,89%), costela (5,33%) e acém (3,90%). Já os que tiveram redução de valor, são: fígado (-5,03), lagarto (-3,42%), alcatra (-2,87%), paleta (-2,46%), vísceras de boi (-0,52%) e músculo (-0,24%).
Em relação ao frango, a versão congelada teve queda de -2,01% e os miúdos de frango registraram alta de 1,83%. A carne suína apresentou aumento em todos os cortes apurados pelo departamento de pesquisa da universidade: costeleta (5,37%), pernil (0,69%) e bisteca (0,21%).
Em setembro, o índice do grupo Transportesfechou em 1,37%, devido a aumentos de preços da gasolina (6,72%) e de carros novos (0,34%). O etanol caiu -0,96%. O grupo Educação apresentou estabilidade e fechou com índice de 0%.
Já o grupo Despesas Pessoais apresentou uma pequena deflação, da ordem de -0,11%. Entre os produtos que tiveram elevação de preços estão: protetor solar (4,90%), absorvente higiênico (3,84%), creme dental (2,48%), entre outros. Redução de valor foi identificada com fio dental (-5,40%), papel higiênico (-3,11%), produto para limpeza de pele (-2,46%), entre outros.
Também com índices negativos, em setembro, estão os grupos Saúde, que fechou em -0,02%, e Vestuário, que registrou -0,17%. Em relação ao primeiro, apenas os itens vitamina e fortificante tiveram aumento (0,03%); já as quedas de valor mais significativas ocorreram com material para curativo (-1,15%) e anti-inflamatório e antirreumático (-0,11%). Sobre Vestuário, as maiores elevações de preços ocorreram com sandália/chinelo feminino (0,15%) e sandália/chinelo masculino (0,11%). Quedas foram identificadas com camiseta feminina (-0,23%), lingerie (-0,09%) e sapato masculino (-0,03%).
Reportar ErroDeixe seu Comentário
Leia Também

Petrobras aprova adesão ao programa do governo para baratear diesel

Setor de serviços cresce 0,3% em janeiro e volta ao nível recorde

INSS alerta para golpe com aplicativo falso de reembolso

Lula zera imposto e subsidia diesel para conter alta do petróleo

Inflação oficial recua para 3,81%, com variação de 0,7% em fevereiro

Vendas no comércio crescem 0,4% em janeiro e igualam patamar recorde

Engenheiro reforça protagonismo da alvenaria tradicional frente à construção industrializada

Indústria lidera geração de empregos e concentra 67% das vagas em MS

Vendas de Páscoa devem crescer 4,5% e movimentar mais de R$ 103 milhões na Capital







