“A informação contida na matéria de que o ONS ‘cogita cortes seletivos de energia para garantir o fornecimento nos horários de pico em janeiro e fevereiro’ não é verídica. O complemento de que ‘essa medida será necessária se as chuvas não forem suficientes para recompor os reservatórios das hidrelétricas ao patamar de 30% em janeiro’, não tem fundamento, nem corresponde a declarações do Operador”, afirma a nota, assinada pelo diretor-geral do ONS, Hermes Chipp.
Segundo o órgão, na reunião com os agentes associados para elaboração do PMO de novembro, o ONS anunciou que o atendimento à demanda de ponta neste mês está assegurado pela implementação de diversas medidas operativas: coordenação de manutenções de unidades geradoras para maximizar a disponibilidade de potência das usinas; minimização de intervenções que limitem a transferência de energia entre regiões; utilização plena das disponibilidades energéticas das usinas térmicas do SIN; máxima exploração das disponibilidades energéticas das regiões Sul e Norte de modo a minimizar a utilização dos estoques armazenados nas regiões Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste.
O Operador Nacional do Sistema Elétrico é uma entidade brasileira de direito privado sem fins lucrativos, responsável pela coordenação e controle da operação das instalações de geração e transmissão de energia elétrica do Sistema Interligado Nacional, sob a fiscalização e regulação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
Leia a íntegra da nota:
Com relação à matéria “Se não chover, País terá cortes de energia no verão”, do jornalista Machado da Costa, publicada na Folha de São Paulo em 5/11/2014, o Operador Nacional do Sistema Elétrico vem esclarecer os seguintes pontos:
1. O conteúdo da matéria é alarmista e não corresponde à realidade dos resultados dos estudos do Programa Mensal de Operação do mês de novembro.
2. Na reunião com os agentes associados para elaboração do PMO de novembro, o ONS anunciou que o atendimento à demanda de ponta neste mês está assegurado pela implementação de diversas medidas operativas: coordenação de manutenções de unidades geradoras para maximizar a disponibilidade de potência das usinas; minimização de intervenções que limitem a transferência de energia entre regiões; utilização plena das disponibilidades energéticas das usinas térmicas do SIN; máxima exploração das disponibilidades energéticas das regiões Sul e Norte de modo a minimizar a utilização dos estoques armazenados nas regiões Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste.
3. O atendimento à ponta de carga nos meses do verão, quando se espera uma elevação natural da carga em função das altas temperaturas, está sendo analisado mês a mês, nos estudos de planejamento da operação de curto prazo, conforme vão sendo atualizadas as previsões de afluências a esses reservatórios, à medida em que se configura o início do período úmido.
4. Apesar dos níveis de armazenamento reduzidos dos reservatórios das regiões Sudeste/Centro-Oeste e Nordeste, o período chuvoso está se iniciando dentro da normalidade, conforme as previsões dos institutos de meteorologia, CPTEC/Inpe e Cemaden.
5. A informação contida na matéria de que o ONS ‘cogita cortes seletivos de energia para garantir o fornecimento nos horários de pico em janeiro e fevereiro’ não é verídica. O complemento de que essa ‘medida será necessária se as chuvas não forem suficientes para recompor os reservatórios das hidrelétricas ao patamar de 30% em janeiro’ não tem fundamento, nem corresponde a declarações do Operador.
6. A informação de que ‘o plano prevê a suspensão do fornecimento de energia durante a madrugada para grandes cidades do Sudeste’ também é inverídica, além de não ter fundamento técnico.
7. A informação de que a Assessoria de Comunicação do ONS confirmou o alerta ao setor também não procede.
Hermes Chipp
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