Para cumprir meta fiscal o ministério da Economia anunciou nesta segunda-feira (22) corte R$ 1,44 bilhão do Orçamento. O déficit nas contas públicas é estimado em R$ 139 bilhões, os dados sobre o corte não detalha quais ministérios serão sacrificados.
De acordo com o governo, o congelamento nos gastos deveria ser de R$ 2,3 bilhões, valor próximo ao anunciado por Jair Bolsonaro no último sábado (20). Mas o valor reduzido de corte acontece, pois a equipe econômica usou R$ 809 milhões das reservas orçamentárias, uma espécie de economia realizada pelo governo para não ter um congelamento maior.
Para Bolsonaro o corte é uma “merreca”, termo usado por ele no sábado. “Queremos evitar que o governo pare, dado que o nosso orçamento é completamente comprometido. Deve ter um novo corte agora. O que deve acontecer é um novo corte de R$ 2,5 bilhões. Concorda que é uma ‘merreca’ perto de um orçamento trilhionário nosso? É pouca coisa”, afirmou.
O secretário da Fazenda não deu detalhe de qual ministério deverá se submeter ao congelamento. Ele afirmou que a informação será divulgada por meio de um decreto presidencial na semana que vem.
Mas o presidente da República, no último sábado, disse que o arrocho pode ser em apenas um ministério. “O que estamos decidindo com a equipe econômica é se, em vez de cortar de sete a oito ministérios, cortamos de um só. Se não fizer isso eu pedalo, entro na lei de responsabilidade fiscal. O impeachement contra mim”, desafia o presidente.
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Para economizar Jair Bolsonaro disse que é capaz até de "pedalar" e entrar na lei de responsabilidade fiscal (Agência Brasil)


