O secretário de Comércio Exterior, Abrão Neto, do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços disse que o resultado da balança comercial em julho reforça a previsão do governo de que a balança encerrará 2017 com um superávit recorde de cerca de US$ 60 bilhões.
Segundo Abrão Neto, se necessário, a projeção pode ser revista, mas, por enquanto, é preferível manter uma estimativa mais conservadora. “Dentro dos diversos estudos que realizamos é uma expectativa confiável”, disse o secretário.
Nesta terça-feira, a balança comercial teve seu sexto recorde mensal consecutivo: ficou superavitária em US$ 6,3 bilhões em julho, o melhor resultado para o mês desde 1989, quando teve início a série histórica do ministério.
No acumulado de janeiro a julho, a balança também bateu recorde, com superávit de US$ 42,5 bilhões. No sétimo mês do ano, o saldo positivo está a US$ 5 bilhões de alcançar o superávit registrado para todo o ano de 2016, de US$ 47,5 bilhões, até o momento o melhor resultado anual.
Abrão Neto destacou a contribuição dos seguidos resultados superavitários para o balanço de pagamentos do país. O principal motivo do bom desempenho da balança este ano são os aumentos dos preços das commodities (produtos básicos com cotação internacional). A elevação do quantum (quantidade exportada) também contribuiu para a alta nas exportações.
Entre os produtos que apresentaram recorde na quantidade exportada de janeiro a julho estão minério de ferro, petróleo bruto e celulose. Os preços do minério tiveram alta de 66,6% no período em relação a 2016. Já o preço do petróleo subiu 47,2% e o da celulose, 5%.
Entre os industrializados, de janeiro a julho o Brasil teve exportações recorde de automóveis de passageiros. O valor exportado somou US$ 3,78 bilhões, crescendo 54,9% na comparação com o mesmo período de 2016. Os principais destinos foram Argentina, Estados Unidos e México.
Carne
Em julho, as exportações brasileiras de carne bovina cresceram 38,5% na comparação com o mesmo mês do ano passado. As de carne suína aumentaram 10% e as de carne de frango, 8,1%, apesar do embargo dos Estados Unidos à carne in natura brasileira.
Segundo Abrão Neto, no caso da carne bovina o crescimento pode dever-se à retomada das vendas para o Egito, que não estava adquirindo carne brasileira devido a problemas no balanço de pagamentos do país do Oriente Médio.
“A carne bovina está muito concentrada nas vendas para Egito, China e Hong Kong. Havia algumas restrições de pagamento, principalmente no Egito, que vinham afetando as exportações. Nesse mês de julho, a exportação para esse destino foi muito positiva e contribuiu para esse aumento”, disse.
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