A Páscoa de 2026 promete aquecer a economia do Mato Grosso do Sul, com um impacto estimado em R$ 335,68 milhões em gastos com presentes e celebrações, segundo pesquisa do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento da Fecomércio MS (IPF-MS) em parceria com o Sebrae/MS.
Do total, R$ 170,09 milhões devem ser destinados a presentes, principalmente ovos de Páscoa e chocolates, enquanto R$ 165,59 milhões devem ir para as comemorações da data. Cerca de 60% dos consumidores planejam comprar presentes, com gasto médio de R$ 186,57, e 62% pretendem celebrar em casa, gastando em média R$ 176.
Para o analista do Sebrae/MS, Paulo Maciel, a Páscoa continua sendo uma grande oportunidade para pequenos negócios. “O centro das cidades ainda atrai 65% dos consumidores, mas os bairros já conquistam quase 37%. O tradicional ovo de Páscoa predomina com 58%, mas os ovos caseiros têm quase 20% do mercado, mostrando espaço para produção artesanal”, explica.
A pesquisa também revela tendências de consumo importantes: qualidade é prioridade para 71,7% dos compradores, enquanto preço aparece em terceiro lugar (19,5%). Supermercados lideram as compras (45%), seguidos por lojas especializadas (29%). Além disso, 74% dos consumidores buscam desconto à vista, e 23% optam pelo parcelamento. A maioria pretende presentear os filhos (58%), com muitos adquirindo três ou mais itens, reforçando a importância de kits, combos e promoções estratégicas.
Nas comemorações, 90% farão a refeição em casa com família e amigos, com destaque para peixes como tilápia, pacu e pintado — preferidos por 80% dos entrevistados. Quase 65% vão pesquisar preços antes da compra, sendo a maioria presencialmente, o que reforça a importância de vitrine, exposição e bom atendimento para o comércio.
A economista do IPF-MS, Regiane Dedé de Oliveira, observa que o consumidor está mais cauteloso neste ano: “O comportamento revela planejamento financeiro e escolhas baseadas em qualidade e valor percebido. Empresários que investirem em diferenciação e experiência de compra terão mais chances de transformar a Páscoa em um período lucrativo”, conclui Paulo Maciel.
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O tradicional ovo de Páscoa segue como principal escolha de consumo (Foto: Divulgação)



