Um levantamento da Ceasa/MS mostra que frutas como limão tahiti, mamão formosa e tangerina ponkan ficaram até 12,5% mais baratas no atacado, puxadas pelo aumento da oferta com o avanço da safra. O chuchu também entrou na lista de quedas, com recuo de 8,3%.
Enquanto isso, do outro lado da balança, hortaliças seguem pressionadas por problemas no campo. O pimentão verde liderou as altas, com avanço de 9,1%, influenciado pela redução do plantio no Estado diante dos custos mais altos. Jiló e quiabo também subiram, impactados por clima adverso — excesso de chuva em algumas regiões e estiagem em outras — que afetou a produtividade.
A melancia graúda ficou mais cara com o fim da safra em importantes polos produtores, enquanto o tomate saladetti também subiu com a transição entre safras e menor oferta no mercado.
O cenário reforça um movimento típico do setor: quando a oferta aumenta, os preços cedem; quando há quebra de produção ou entressafra, o impacto chega rápido às centrais de abastecimento. Clima, custo de produção e logística seguem ditando o ritmo dos preços que, mais cedo ou mais tarde, acabam refletindo no consumidor final.
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