No acumulado de janeiro a novembro do ano passado, ainda de acordo com dados do BC, a prévia do PIB registrou alta de 2,68%. Nesse caso, a comparação foi feita sem o ajuste sazonal – o que é considerado mais apropriado por especialistas, pois, em períodos longos, as variações positivas e negativas que afetam os índices econômicos costumam se equiparar.
Segundo o último boletim Focus do Banco Central com dados de 2013, divulgado no dia 06, o mercado financeiro baixou sua expectativa de alta para o PIB do ano passado, de 2,3% para 2,28%. Para 2014, a estimativa de expansão econômica – já incluída no boletim Focus mais atualizado, de 13 de janeiro – subiu de 1,95% para 1,99%.
Resultados do IBC-Br x PIB
O IBC-Br foi criado para tentar ser um "antecedente" do PIB. O índice do Banco Central incorpora estimativas para a agropecuária, a indústria e o setor de serviços, além dos impostos. Os últimos resultados do IBC-Br, porém, não têm mostrado proximidade com os dados oficiais do PIB, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O resultado do IBC-Br de 2012, por exemplo, mostrou um crescimento de 1,6%. Posteriormente, o resultado oficial do PIB revelou uma alta menor, de 0,9% em 2012.
No primeiro trimestre de 2013, isso se repetiu: enquanto o IBC-Br registrou uma expansão de cerca de 1,1% sobre os três últimos meses de 2012, o PIB veio menor, com um crescimento de 0,6%. No segundo trimestre, o IBC-Br avançou 0,89%, enquanto o PIB cresceu bem mais: 1,5%. Já no terceiro trimestre do ano passado, o indicador sofreu retração de 0,11%, mas o PIB caiu mais – 0,5%.
Definição dos juros
O IBC-Br é uma das ferramentas usadas pelo Banco Central para definir a taxa básica de juros (Selic) do país. Com o menor crescimento da economia, por exemplo, teoricamente haveria menos pressões inflacionárias. Atualmente, entretanto, os juros básicos estão em 10,5% ao ano, após seis elevações seguidas em 2013 e mais uma na quarta-feira (15).
Pelo sistema de metas de inflação, que vigora no Brasil, o BC tem que calibrar os juros para atingir as metas preestabelecidas. Para 2014 e 2015, a meta central de inflação é de 4,5%, com um intervalo de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo.
Desse modo, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) pode ficar entre 2,5% e 6,5%, sem que a meta seja formalmente descumprida. A meta era a mesma para 2013, quando a inflação ficou em 5,91%.Reportar Erro
Deixe seu Comentário
Leia Também

Economia
Vendas no comércio crescem 0,4% em janeiro e igualam patamar recorde

Cidade
Engenheiro reforça protagonismo da alvenaria tradicional frente à construção industrializada

Economia
Indústria lidera geração de empregos e concentra 67% das vagas em MS

Economia
Vendas de Páscoa devem crescer 4,5% e movimentar mais de R$ 103 milhões na Capital

Economia
Páscoa deve movimentar R$ 335 milhões em Mato Grosso do Sul

Economia
Cesta básica fica mais barata em Campo Grande em fevereiro

Economia
Alta da atividade industrial em janeiro não compensa perdas acumuladas

Economia
Febraban alerta sobre golpe do falso gerente

Economia
Preços de flores e serviços de beleza variam até 214% para o Dia da Mulher, aponta Procon-MS

Economia
(Foto: reprodução) 



