A ação foi ajuizada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) na Justiça do Trabalho de São Paulo (SP).
Segundo o site Uol, a Eternit informou que não foi oficialmente comunicada e que não tem conhecimento do inteiro teor da decisão.
A decisão do STF também derrubou a liminar que suspendia outra ação contra a Eternit, de iniciativa da Associação Brasileira dos Expostos ao Amianto (Abrea).
Na semana passada, a empresa foi processada novamente pelo Ministério Público do Trabalho e pode ser condenada em até R$ 1 bilhão, também por expor os trabalhadores ao amianto, só que na fábrica de Guadalupe, na zona norte do Rio.
O Instituto Nacional de Câncer (Inca) lista o amianto como "reconhecidamente cancerÃgeno". A exposição à poeira do mineral pode causar doenças como câncer de pulmão, de laringe, do trato digestivo e do ovário, mesotelioma (câncer raro da membrana pulmonar e outras membranas do corpo humano) e asbestose (doença que provoca o endurecimento do pulmão e afeta a capacidade respiratória).
MPT pede tratamento médico para ex-funcionários
O Ministério Público do Trabalho pede, ainda, que a Eternit pague tratamento médico aos ex-funcionários da fábrica de Osasco que não tenham plano de saúde bancado pela empresa.
Segundo informações do MPT, entre 1.000 ex-trabalhadores avaliados pela Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Medicina e Segurança do Trabalho (Fundacentro), quase 300 ficaram doentes por contaminação por amianto. Destes, 90 morreram entre 2000 e 2013.
O número pode ser maior, segundo o MPT, pois a empresa teria "ocultado ou dificultado a ocorrência de inúmeros registros".
Segundo o MPT, as vÃtimas foram contaminadas por exposição prolongada ao amianto, mineral utilizado para fabricar telhas e caixas d'água. A empresa manteve a planta industrial em Osasco funcionando por 52 anos.
"Pulmão de pedra" é doença frequente
Uma das doenças mais frequentes encontradas nos trabalhadores expostos ao pó de amianto é a asbestose, conhecida como "pulmão de pedra", que destrói a capacidade do órgão de contrair e expandir, dificultando a respiração.
Normalmente, a asbestose se manifesta décadas após a contaminação, num intervalo de 10 anos, 20 anos ou até 30 anos. Primeiro, vem uma inflamação contÃnua, que vai piorando com o tempo até se configurar em câncer.Reportar Erro
Deixe seu Comentário
Leia Também

Economia
Lula zera imposto e subsidia diesel para conter alta do petróleo

Economia
Inflação oficial recua para 3,81%, com variação de 0,7% em fevereiro

Economia
Vendas no comércio crescem 0,4% em janeiro e igualam patamar recorde

Cidade
Engenheiro reforça protagonismo da alvenaria tradicional frente à construção industrializada

Economia
Indústria lidera geração de empregos e concentra 67% das vagas em MS

Economia
Vendas de Páscoa devem crescer 4,5% e movimentar mais de R$ 103 milhões na Capital

Economia
Páscoa deve movimentar R$ 335 milhões em Mato Grosso do Sul

Economia
Cesta básica fica mais barata em Campo Grande em fevereiro

Economia
Alta da atividade industrial em janeiro não compensa perdas acumuladas

Economia

(Foto: reprodução) 



