Claudemir Antônio Parisotto, o advogado que pichou prédios de Brasília o início deste mês com frases alegando que o presidente eleito Lula (PT) teria drogado seu vice, Geraldo Alckmin (PSB), entrou com um recurso no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra a diplomação do futuro mandatário, alegando que ele “praticou estelionato eleitoral mediante o uso de droga”.
Na petição, que continha vários erros de português e ideias desconexas, o advogado diz que tudo se trata de “uma questão de programação neurolinguística”, pois, “com a droga no corpo, a vítima aceita tudo como verdade e é gravado na mente”.
“O diplomado praticou estelionato eleitoral mediante o uso de droga com o propósito de praticar outro crime, ou seja, pôr em erro o eleitor na hora de votar e obter vantagem ilícita […] O diplomado drogou Alckmin (a droga está no seu corpo) e o time todo ‘passou o sal’ nos conservadores, que estavam praticamente identificados que votariam no 22”, traz o recurso do apoiador do presidente Bolsonaro (PL).
Ele afirma que a chapa eleita utilizou de LSD contra eleitores para que eles votassem em quem não queria. “Certeza absoluta que será encontrada a droga LSD”, diz outro trecho do texto. “Certamente em torno de mais de dois milhões de eleitores no Brasil foram drogados e não sabem”, afirma.
Além de solicitar a anulação da diplomação de Lula e Alckmin, o advogado pede que o TSE convoque, no mínimo, 100 eleitores e testemunhas que “ouviram alguém dizer que votou 22 e apareceu 13”.
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