Foi realizada, na tarde de segunda-feira (31), a doação de 148 aparelhos celulares apreendidos do regime semiaberto e aberto da Capital para estudantes mais vulneráveis das últimas quatro escolas estaduais reformadas pelo projeto do Tribunal de Justiça (TJMS) "Revitalizando a Educação com Liberdade".
Evento ocorreu na sede da Associação de Recicladores de Lixo Eletro Eletrônicos de Mato Grosso do Sul (RECIC.LE). Além disso, foi feita também a destruição de 144 aparelhos recuperados que foram classificados como inservíveis. Outros 247 aparelhos já consertados serão também repassados para as demais instituições de ensino contempladas com o projeto, totalizando a doação de 395 celulares.
Os aparelhos são resultantes das apreensões dos últimos anos nos estabelecimentos penais e que antes da pandemia eram encaminhados para destruição. Diante da necessidade de muitos estudantes da rede pública, que sofrem com a falta de comunicação com as escolas, como também de falta de acesso à internet, uma parceria do TJMS, por meio da 2ª Vara de Execução Penal, do Ministério Público Estadual, da Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen), da Secretaria de Estado de Educação (SED) e da Associação RECIC.LE, a qual promoveu a recuperação dos aparelhos, resultou no conserto de 539 celulares que serão doados para alunos da rede pública estadual.
As quatro instituições contempladas inicialmente foram as escolas Zélia Quevedo Chaves, Lino Villachá, Teotônio Vilela e Aracy Eudociak. Cada instituição recebeu 37 celulares que serão repassados aos alunos que apresentam mais necessidade de comunicação.
Segundo o diretor da E.E. Zélia Quevedo Chaves, Álvaro de Lima Silva, como critério para receber o celular serão prestigiados aqueles alunos, que, mesmo com a falta de equipamentos, demonstraram maior interesse em buscar as tarefas na escola e de se reinventar para não perder o acompanhamento dos conteúdos. Já para habilitar o aparelho, o diretor sugeriu que o próprio grupo de professores ou a comunidade colabore apadrinhando um aluno, por exemplo, doando um chip que custa em torno de R$ 10,00.
De acordo com o diretor-presidente da Agepen, Aud de Oliveira Chaves, “os celulares doados hoje foram apreendidos nos presídios semiaberto e aberto de Campo Grande. Além disso, os telefones apreendidos no sistema fechado, a cargo da 1ª Vara de Execução Penal, foram destinados a alunos da rede municipal de ensino. A doação aconteceu na semana passada”. O intuito, afirma o diretor, é que futuras apreensões continuem sendo revertidas para os estudantes de instituições públicas de ensino.
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