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Polícia

'Foi a prô', relata criança de 3 anos após possível agressão em escola municipal da Capital

A ocorrência é investigada pela Polícia Civil e a menina passou por exame de corpo de delito

16 abril 2026 - 10h36Vinícius Santos     atualizado em 16/04/2026 às 16h02

Uma assistente de educação infantil é suspeita de agredir uma criança de 3 anos na Escola Municipal de Educação Infantil (EMEI) Clebe Brazil Ferreira, localizada no bairro Jardim Itamaracá, em Campo Grande.

O caso foi registrado na Polícia Civil na segunda-feira (13). Conforme consta no boletim de ocorrência, a mãe da criança relatou que foi buscar a filha na unidade escolar e, ao chegar em casa, percebeu uma marca no braço direito da menina. Ao questionar a criança sobre o ocorrido, ela teria respondido que “foi a pro” - inclusive citando o nome da profissional.

Ainda segundo o registro policial, esta não teria sido a primeira vez que a mãe notou sinais semelhantes. Em uma ocorrência anterior, no dia 17 de março, ao buscar a filha na escola, a assistente teria ido até a porta da sala para entregar a criança e informado que a menina “teria tido dificuldade de dormir” no período do descanso, compreendido entre 10h30 e 13h. Na ocasião, segundo o relato, a criança teria chamado constantemente pela mãe.

Ao chegar em casa, a mãe teria novamente identificado uma marca no braço direito da filha e registrado reclamação junto à direção da escola. A coordenação teria informado que verificaria a situação e, posteriormente, afirmou que a criança teria ficado agitada e não conseguido dormir devido à presença de alunos novos na sala, que também chamavam pelas mães, o que teria feito com que a menina repetisse o comportamento. 

Sobre a marca no braço, a direção teria informado que não se tratava de mordida ou agressão, podendo ser uma “pancada”. Em relação ao caso mais recente, a coordenação da unidade foi novamente acionada e uma reunião foi agendada para tratar da situação.

Na Polícia Civil, a criança não passou por escuta especializada devido à tenra idade, porém foi requisitado exame de corpo de delito para apuração das lesões. O Conselho Tutelar também deverá ser acionado para acompanhar o caso e adotar as medidas cabíveis.

Outro Lado – O JD1 Notícias solicitou um posicionamento da prefeitura de Campo Grande sobre a abertura de apurações administrativas relacionadas ao caso. Segundo a Secretaria Municipal de Educação (Semed), o boletim de ocorrência da família foi registrado antes de comunicar formalmente a unidade escolar e que foi ofertada a possibilidade de remanejamento da criança para outra unidade e que teria sido recusada pela família. 

Veja a nota na íntegra: "A Secretaria Municipal de Educação (Semed) de Campo Grande informa que a família registrou boletim de ocorrência junto à Polícia Civil antes de comunicar formalmente a unidade escolar, razão pela qual o caso já se encontra sob apuração das autoridades competentes.

Após tomar conhecimento da situação, a direção da Emei Clebe Brazil Ferreira realizou o acolhimento dos responsáveis, promovendo reunião registrada em ata, ocasião em que foram prestados os devidos esclarecimentos e ofertada a possibilidade de remanejamento da criança para outra turma, alternativa que foi recusada pela família.

Conforme verificação preliminar, o fato relatado teria ocorrido em horário de almoço, período em que a profissional mencionada não se encontrava com a turma, não havendo, até o momento, elementos que justifiquem seu afastamento.

A Semed acompanha o caso por meio da Superintendência de Gestão de Normas e Relações (Sugenor), mantendo diálogo com a unidade escolar e colaborando com as autoridades no que for necessário.

Reafirmamos nosso compromisso com a segurança, o bem-estar e a proteção integral dos alunos da Rede Municipal de Ensino". 

 

*Matéria atualizada às 16h01 para acréscimo de nota retorno da Prefeitura Municipal de Campo Grande. 

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