Começou na quinta-feira (29) a abordagem dos moradores de rua da área central de Campo Grande, essa iniciativa faz parte do projeto “Uma nova chance”, realizado pelo Conselho Comunitário de Segurança da Área Central (CCSAC), projeto cívico e social que visa tirar das ruas e ressocializar pessoas que se encontram em situação de vulnerabilidade.
“Estamos trabalhando desde o ano passado nesse projeto, pois temos visto o crescimento exponencial de usuário de drogas e de pedintes na área central da capital. Em consequência, o número de roubos e furtos também tem aumentado e os comerciantes, além da crise econômica, ainda têm o problema da violência para tratar, o que acaba por afetar toda a população”, explica Eliezer Carvalho, presidente do CCSAC.
Após reunião com várias autoridades, foi realizada uma audiência pública no dia 26 de fevereiro na Câmara Municipal de Campo Grande para discutir o problema, principalmente na região da antiga rodoviária que se tornou a “cracolândia” da capital.
O levantamento realizado pelo Conselho apontou onze pontos de concentração de moradores em situação de rua no centro da cidade e ontem, no final da tarde, os conselheiros estiveram nas imediações da Igreja Santo Antônio e na Orla Ferroviária, onde abordaram os moradores e realizaram um cadastro.
“Nesse primeiro contato identificamos quem quer sair dessa vida e oferecemos ajuda. Os que desejam tratamento, encaminhamos para a Clínica da Alma ou para outra casa de apoio. Para quem deseja retornar para sua cidade de origem, vamos providenciar passagens e os que queiram e estejam em condições de trabalhar, também estamos fazendo os encaminhamentos”, explica Eliezer. Além disso, como muitos moradores estão sem documentos, uma parceria com a Sejusp também providenciará os documentos.
Segundo Eliezer, esta semana o Conselho já encaminhou um jovem que estava perambulando no centro para a família no Paraná após identificação dos familiares e contato prévio.
“Além dessas abordagens, também vamos identificar entidades e pessoas que fornecem regularmente comida e roupas aos moradores de rua, para que destinem esses alimentos e recursos para as instituições que realizam um trabalho sério, pois o assistencialismo só fortalece a mendicância e a permanência dessas pessoas na situação em que se encontram”, explica o presidente. “Parece incrível, mas os próprios moradores nos disseram que não falta comida oriunda de doações e dinheiro e, por isso, muitos não querem sair dessa vida”, desabafa o presidente.
Quinta-feira (29), cerca de 40 abordagens foram realizadas e 17 cadastros feitos. Desses, um foi encaminhado para a Associação de Apoio à população em situação de Rua São Francisco, cinco desejam retornar para suas cidades e cinco procuram emprego.
Além da triagem, a intensificação de rondas e blitz nos locais de concentração de moradores de rua também está prevista para os próximos dias.
Reportar ErroDeixe seu Comentário
Leia Também

PMA apreendeu mais de 1,5 tonelada de pescado irregular em 2025

Rede de fast food abre nova unidade neste sábado na Avenida Gunter Hans

Câmara de Deodápolis gastou mais de meio milhão de reais com diárias em 2025

Juiz manda a júri popular mais um acusado por assassinato de mulher em Campo Grande

Mulher sofre lesão no pé após acidente entre bicicleta elétrica e carro em Maracaju

OAB vai contestar na Justiça aumento "abusivo e exorbitante" do IPTU em Campo Grande

Após atacar desafeto com facão, homem é preso pela PM em distrito de Rio Brilhante

Associação entra na Justiça contra aumento de até 400% no IPTU em Campo Grande

Mega-Sena sorteia prêmio acumulado de R$ 10 milhões nesta quinta






