Buscando formas de evitar danos extremos causados pelo fenômeno natural El Niño, um dos responsáveis pela onda de calor que o Brasil vem enfrentando, a Energisa apresentou um Plano de Contingência, que irá atender Mato Grosso do Sul caso seja necessário. Os dados e também prevenções foram apresentados nesta quarta-feira (28).
A concessionária de energia conta ainda com a parceria do Corpo de Bombeiros, da Defesa Civil, Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul) e do CMO (Comando Militar do Oeste), Marinha e Aeronáutica nesta empreitada.
O El Niño é resultado do aquecimento das águas superficiais do Pacifico, com a mudança de estação do frio para a primavera. Por consequência gera mudanças nos padrões de circulação atmosférica que impacta diretamente o regime de chuvas (como no RS) e seca na região norte, e impacta as temperaturas.
O diretor presidente da Energisa, Marcelo Vinhaes, explicou porque algumas regiões do estado tiveram queda de energia no calorão que assolou Mato Grosso do Sul na última semana. Segundo ele, um dos motivos são as trocas internas de disjuntores dentro das residências.
“Algumas unidades consumidoras tiveram perda de energia por onda de calor porque o disjuntor não aguentou a potência certa. Quando queima, a pessoa troca o equipamento e não avisa a Energisa, coisa que precisa ser feita para que os técnicos possam ajustar a capacidade de energia do local”, detalha.
Em caso de tempestades severas, como é comum nesta época do ano, ou uma nova onda extrema de calor, o Plano de Contingência será ativado de forma integrada para reparar os danos causados ao sistema elétrico de Mato Grosso do Sul e normalizar os serviços de maneira mais ágil.
Até o dia 25 de setembro, a concessionária atendeu 74 ocorrências ocasionadas pelo calorão, que acabou elevando o aumento de consumo da energia elétrica e também provocou queimadas. Com isso, em média 2,2 mil clientes tiveram o serviço interrompido.
Prevenção – O plano prioriza o entorno de redes hospitalares e situações que representem risco à segurança da comunidade.
Porém, até o momento foram substituídos 212 transformadores de distribuição. Além disso, as equipes realizaram a reforma, substituição de cabos e outras atividades em de 343 pontos da Capital. A Energisa tem ainda cinco subestações móveis de apoio, onde uma sozinha consegue abastecer a cidade de Corumbá inteira caso seja necessário.
“Já temos ações correntes, como antecipação e ampliação de malha logística de materiais, antecipação de treinamento de colaboradores, revisões de processos, realizações de drios, que são simulações de contingência em tempo real, pra quê? Pra testar e estressar o sistema e garantir que tudo está funcionando da melhor maneira possível”, destacou o Gerente de Operações da Energisa, Heiler Fioravante.
Reportar ErroDeixe seu Comentário
Leia Também

Lei que proÃbe multa por fidelidade reforça direitos do consumidor em Mato Grosso do Sul

Três magistrados disputam no TJMS vaga de desembargador deixada por Djailson de Souza

Abertura de congresso internacional sobre autismo reúne especialistas e público em Ponta Porã

PolÃcia descobre mercado usado no esquema de 'disk-drogas' e faz prisões em Campo Grande

Sindicato repudia boletim de ocorrência contra jornalista do JD1 após reportagem

SEC publica plano estadual para promover envelhecimento digno e combater o idadismo em MS

Detran-MS coloca 164 veÃculos em leilão com lances de até R$ 5 mil

Mega-Sena acumulada sorteia neste sábado prêmio de R$ 75 milhões

COP15 em Campo Grande terá esquema reforçado de segurança e mobilidade


Diretor presidente da Energisa, Marcelo Vinhaes (Foto: Sarah Chaves)



