O governador Reinaldo Azambuja entregou 48 novas viaturas e lançou nesta semana o programa OCOP-PMMS (Obtenção de Capacidade Operacional Plena) da Polícia Militar, que vai ampliar o número de viaturas na região metropolitana de Campo Grande.
A intenção é tornar o atendimento mais rápido à população, em diligências nas sete regiões da cidade. Também haverá uma coordenação e monitoramento dos veículos em tempo real.
A primeira fase do programa será feita em Campo Grande e depois implantado nas cidades do interior do Estado. Na Capital vai aumentar de 17 para 48 viaturas fazendo as patrulhas nas sete regiões da cidade, que serão divididas em 37 setores, para atendimento mais rápido e detalhado em cada local.
“Lançamos o programa primeiro aqui na Capital e do entorno, que se trata de 1.035.000 pessoas que serão beneficiadas. Nós triplicamos o número de viaturas na cidade, para ter presença de mais policiais rodando 24 horas, sendo monitoradas e acompanhadas pelo Ciops por meio de GPS, em tempo real”, afirmou o governador Reinaldo Azambuja.
O governador destacou que depois vai levar o programa para as maiores cidades do Estado. “Será a presença maior da polícia para dar mais segurança ao cidadão de bem”. Ainda ponderou que em breve chegarão mais 465 novas viaturas e que também autorizou a compra de mais dois helicópteros para Campo Grande e Dourados. “Também vamos comprar pistolas, coletes, uniformes e equipamentos”.
O comandante da Polícia Militar, o coronel Marcos Paulo Gimenez, ressaltou que esta iniciativa vai reduzir os índices de criminalidade. “Com disciplina, planejamento e efetivo conseguiremos atingir bons resultados, não será apenas quantidade, mais qualidade no atendimento”.
As radiopatrulhas já começaram as atividades, com a distribuição pela cidade, tendo atuação diária de 90 policiais. Ao todo serão 500 (policiais) disponíveis para atuar no programa.
Caso a ocorrência da radiopatrulha precisar de reforço, serão enviadas ao local uma “rede de proteção”, podendo dispor de uma Força Tática, uma Unidade Especializada ou até o Batalhão de Operações Especiais.
Para ampliar a frota foram investidos R$ 9.062.400,00 na aquisições de veículos, com recursos do Fundo Estadual de Segurança. Além de outros R$ 600 mil para reforma e compra de equipamentos para Sala de Situação e COPOM (central que recebe as chamadas e aciona as viaturas).
Coordenação e monitoramento
Para coordenar as viaturas e tornar os atendimentos mais ágeis, haverá a coordenação dos veículos por meio de um Controle Operacional, que ficará na sede do Comando-Geral da PM. Em uma sala haverá o monitoramento dos carros, acionando cada um quando houver ocorrência.
Neste mesmo local haverá a avaliação da situação. Nas ocorrências mais graves será enviado reforço para a operação. Também foi criado um “Gabinete de Gestão de Crise”, em uma sala específica para organizar uma ação especial. “Muitas vezes uma ocorrência simples se torna mais complexa, como por exemplo, quando se faz reféns na hora da prisão”, explicou coronel Macedo.
Para melhorar a fiscalização e controle das atividades, o programa prevê mais oficiais nas ruas, que pela capacidade e experiência, vão qualificar este atendimento à população. Também está previsto que os policiais possam adotar medidas legais já no local do delito, como na formalização de TCO (Termo Circunstanciado de Ocorrência), em crimes menores.
O Comando de Policiamento Metropolitano da Capital tem uma abrangência para atingir 1.035.833 pessoas, que incluem as cidades de Campo Grande, Bandeirantes, Corguinho, Jaraguari, Ribas do Rio Pardo, Rochedo, Sidrolândia e Terenos.
Participação da comunidade
O programa quer a participação da comunidade no trabalho da PM, por meio de um contato maior com os conselhos comunitários de segurança e ampliação do disque-denúncia (181), onde os moradores poderão denunciar os crimes e delitos do seu bairro.
“Para facilitar este trabalho em conjunto, a intenção é evitar a troca de policiais do seu setor, já que assim facilita o contato com os moradores, além deles já terem conhecimento da área, pois vão atuar por longo período no local”, destacou Macedo.
Em função deste atendimento mais qualificado, a PM prevê treinamento e curso aos policiais, para dispor de “excelência” nas ações profissionais. Esta integração ainda vai contar com uma “padronização” visual em relação a uniformes, viaturas e estrutura dos batalhões. “O cidadão precisa identificar o policial”.
O programa ainda terá um cuidado com as condições de trabalho dos policiais, com atenção a sua saúde física e mental, que inclui a alimentação saudável durante o turno e até o acompanhamento quando o profissional estiver indo para reserva.
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Foto: Chico Ribeiro 



