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Obama quer aliança com grandes empresas contra alterações climáticas

20 outubro 2015 - 10h00

Via El País

A agenda de ontem (19) do presidente Barack Obama esteve marcada pela ciência com a manhã dedicada às alterações climáticas e a noite, à astronomia. Se ao cair do sol o presidente dos EUA tinha previsto promover a educação científica e tecnológica, na parte da manhã se reuniu com um grupo de executivos de grandes empresas para “discutir a forma de combater as alterações climáticas, tanto nos EUA quanto globalmente”. Com ele, 81 empresas se comprometeram a estabelecer medidas concretas para reduzir as emissões que causam o aquecimento.

“Historicamente, quando começávamos a falar sobre um assunto como a mudança climática, a percepção que tínhamos era de que se tratava de uma questão ambiental, para amantes de árvores, e que os empresários, ou não se importavam ou viam como um tema que entrava em conflito com seus interesses”, Obama começou seu discurso para os executivos reunidos na Casa Branca. “Hoje, no entanto, estão aqui representados alguns dos negócios mais extraordinários” do planeta, assim como seus fornecedores, disse o presidente.

Em julho passado, uma dúzia de empresas que vão desde a Apple até a General Motors e Goldman Sachs assinaram um compromisso semelhante. Agora, algumas semanas antes da Conferência Mundial do Clima em Paris, o Governo Obama começou a trabalhar para alistar mais de 80 empresas em sua causa. Por outro lado, nesta segunda-feira houve ausências significativas, já que as grandes empresas petrolíferas como ExxonMobil e Chevron não estiveram presentes na reunião com Obama.

De acordo com Brian Deese, conselheiro do presidente em questões climáticas, o Governo não “vai parar de trabalhar até conseguir que mais empresas assinem o acordo entre agora e o tempo que falta até Paris”. A conferência na capital francesa começa em 30 de novembro e termina em 11 de dezembro.

De acordo com Deese, a partir de agora as empresas que assinaram o acordo na Casa Branca se comprometem a ser mais transparente sobre suas operações e determinar se estão cumprindo suas promessas.

Reduzir emissões

Alguns dos compromissos são para reduzir as emissões de carbono em até 50%, reduzir o consumo de água em 80% e garantir que 100% da energia obtida seja a partir de fontes renováveis. Na cúpula de dezembro, países de todo o mundo vão tentar estabelecer regras para limitar o aumento da temperatura global em dois graus centígrados.

Desde que chegou à Casa Branca, Obama teve entre seus objetivos de governo a redução das emissões de carbono. No entanto, o assunto foi relegado em grande parte já que a reforma da saúde ganhou protagonismo, recebendo muitos ataques dos republicanos.

Agora, Obama quer voltar às origens e defende uma reforma ambiciosa para reduzir as emissões das usinas de energia em 32% até 2030 em comparação aos níveis de 2005, o que significa 2% a mais do que em uma proposta feita anteriormente pela Agência de Proteção Ambiental (EPA, na sigla em inglês).

A oposição republicana, neste como em outros assuntos, não deu trégua ao Governo democrata, que tem respondido com medidas contínuas que perturbam a poderosa indústria norte-americana do carvão e os estados mais dependentes dessa fonte de energia.

Petroleiras norte-americanas ausentes

Barack Obama se reuniu na segunda-feira com executivos de grandes empresas que fazem parte da Fortune 500. Por sua vez, cerca de 200 países se comprometeram a chegar a um acordo na Conferência Mundial do Clima de Paris para reduzir as emissões de gases de efeito estufa.
Vão chegar a Paris milhares de empresas determinadas a combater o aquecimento como um problema desta geração, não de outra, como disse Obama no meio do ano. Ali estarão os principais produtores europeus de gás e petróleo. No entanto, as grandes ausentes na segunda-feira na Casa Branca foram as empresas petrolíferas norte-americanas, como a ExxonMobil e a Chevron.

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