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Clientes reclamam e afirmam ter comprado cães doentes em pet shop polêmico

"Eles mentem pedigree, deixam os animais passando fome", disse uma das compradoras

05 julho 2022 - 10h50Da redação

Uma cliente do pet shop no Cidade Jardim foi até as redes sociais para reclamar do atendimento do local. Carolina publicou no grupo do Facebook, "Aonde não ir em Campo Grande", a história do filhote de maltês que comprou para o filho e que morreu dias depois, em paralelo, outro caso apareceu, junto com denúncias no Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV) e Procon-MS.

O JD1 Notícias conversou com Carolina que comprou um maltês por R$ 3.500 para o filho. Ela conta que o  Pet shop não deu assistência. "Comprei um animal lá, veio doente, veio a falecer e eles não deram assistência, eu levei lá duas vezes, eles olharam e falaram que estava bem”, contou a mãe.

Depois de procurar socorro no local onde comprou o cachorro, a mulher conta que levou a uma clínica 24h e descobriu a doença. “Ele estava contaminado com uma doença viral”, depois que o cão morreu, a clínica não a atendeu mais, contou.

De acordo com ela, o cãozinho foi comprado dia 21 de junho e morreu dia 27 de junho. “Já acionei um advogado e fiz uma denúncia no Facebook e tem vários comentários de gente que passou pela mesma coisa". Ainda segundo ela, uma veterinária que teria trabalhado no local, entrou em contato e relatou situação de maus-tratos. "Ela falou que eles mentem pedigree, deixam os animais passando fome”.

Ao JD1 a ex-funcionária não quis dar declaração. A mulher fez uma denúncia junto ao Procon e a Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Ambientais e de Atendimento ao Turista (Decat). 

Na publicação de Carolina no grupo 'Aonde Não Ir em Campo Grande', uma outra internauta compartilhou a experiência.

Após esses relatos, um outro caso apareceu, dessa vez quem falou com o jornal foi Anitta, ela também comprou um animal que morreu dias depois. “Comprei o Pinguinho dia 21 de fevereiro de 2022 por volta das 15h da tarde, comprei para minha avó que tinha perdido um poodle. Trouxe para casa, e na hora que deitamos para dormir o filhote teve a primeira convulsão dele, comigo, eu pensei que fosse um pesadelo, porque nunca vi cachorro tendo convulsão, acalmei ele, ele voltou ao normal e dormiu. De manhã, umas 8h quando acordei, ele estava molinho, chegando no pet shop, começaram a me questionar falando que eu tinha derrubado o cachorro, deram glicose pra ele".

Após tratamento com glicose, o cachorro voltou para casa dia 22 às 14h, no mesmo dia, às 19h ele teve outra convulsão. "Achamos que tinha morrido. Eu passei a madrugada inteira tentando falar com Pet, daí de manhã falei que ia levar em outro pet o dono do Pet falou 'problema é seu', eu fiquei de cabeça cheia e acabei levando la", afirmou. Ainda segundo ela, a veterinária estava na recepção e teria dito “deixa o cachorro a hora que eu tiver tempo eu atendo”.

"Foi uma estudante que atendeu ele, o filhote ficou lá. Então o dono do pet shop entrou em contato comigo de noite, ele falou que ia viajar e tinha deixado o cachorro em outra clínica. Ele não queria que o cahcorro fizesse exame de sangue. O Pinguinho ficou lá até dia 2 de julho e precisava da autorização do dono do pet shop para ser liberado". Apenas no dia seguinte, 3 de julho, no pet shop em que o cãozinho tinha sido deixado, foi descoberto que o animal estava com cinomose e veio a óbito dia 8 de março.

"O dono falou que era para eu procurar o advogado dele se eu quisesse. A veterinária do outro pet Shop está de saco cheio de tanto cachorro doente que ele (dono do Pet Garden) leva". Anitta também falou de outro detalhe na hora da compra do Pinguinho "Depois observei, na hora que ele vai dar carteirinha de vacina, ele monta na hora, a estagiária que assina com o carimbo da veterinária"

A fonte também afirmou que fez uma denúncia junto ao Procon e ao Conselho Regional de Medicina Veterinária de Mato Grosso do Sul (CRMV).

O JD1 tentou entrar em contato com o dono do local, duas vezes, porém não tivemos sucesso em falar com os representantes.

Denúncia no CRMV

Em contato com o CRMV, foi informa do JD1 Notícias que toda denúncia que chega no Conselho  é averiguado pela fiscalização e providências são tomadas conforme previsto na legislação. "Temos processos e denúncias desse estabelecimento, inclusive algumas ações conjuntas com o Procon-MS  onde o estabelecimento foi interditado".

"É um estabelecimento pelo qual já recebemos diversos tipos de denúncias, em relação à venda de animais, problemas em procedimentos estéticos, parte clínica.  Mas em todos os casos a gente faz a fiscalização,  as vezes o estabelecimento é interditado, aí ele se regulariza. Ou seja, na esfera do nosso alcance que é em relação ao exercícios profissional e também da estrutura e da prestação de serviços veterinários, nós tomamos as medidas cabíveis".

PROCON-MS

Ao JD1 Notícias, o procon disse não haver denúncias contra o local.

No entanto, o local já foi interdidato pelo Procon-MS em 2020 após averiguação de documentação protocolada junto ao Cartório do Procon Estadual “tendo a equipe flagrado, entre as irregularidades, a ausência de contrato com profissional – médico veterinário – responsável pelo local, documentos que comprovasse a origem dos animais expostos à venda, não observação de exigências  do Conselho Regional de Medicina Veterinária e da Secretaria de Saúde, inexistência de  documento que pudesse garantir a imunização e  desverminação e isenção de zoonoses”, escreveu o órgão na época.

DECAT

A Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Ambientais e de Atendimento ao Turista (Decat), afirmou ao JD1 que não atende situações onde o animal morreu após ser comprado. “Não chegou nada pra gente ainda, o CRMV se tiver algo eles notificam, ou  a própria pessoa que teve seu animal vítima de maus-tratos. Não tivemos denúncia aqui’, afirmou Ciro Dantas, investigador da Decat.

A denúncia feita pela cliente chegou à Decat como compra de animal doente, nesse caso o investigador afirmou que os órgãos competentes seriam o Procon ou a Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo (Decon).

Outras denúncias

RECLAMAÇÃO DE OUTRA COMPRADORA NO FACEBOOK
 
 

PROCESSO CONTRA O PET SHOP NO TRIBUNAL DE JUSTIÇA
PROCESSOS EM NOME DA VETERINÁRIA DO LOCAL

Todos os nomes usados na matéria, exceto o do Pet Shop são fictícios para segurança das fontes que estão em precesso judicial.

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