Policiais civis do Setor de Investigações Gerais de Três Lagoas prenderam na manhã de segunda-feira (12) Fabricio da Silva Almerindo dos Santos, conhecido por Du Nike. O traficante, que faz parte da organização criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) foi localizado após informações de que o mesmo vinha comercializando drogas em sua residência, na Vila Piloto, em Três Lagoas.
Ao chegar na casa do criminoso, os investigadores notaram alguém correndo dentro do imóvel quando perceberam que se tratava de Fabrício, o qual vinha dos fundos da casa para entrar na cozinha. Foi realizado um cerco e o criminoso convidado a se dirigir à porta. Após conversa, e na presença da esposa, ele autorizou uma busca em sua casa.
Em um dos quartos, foi encontrada certa quantia em dinheiro em cédulas de R$ 20 e R$ 10. Foram localizados ainda uma balança de precisão, um aparelho celular, rolos de plástico transparente e uma tesoura.
Posteriormente os policiais localizaram um caderno pequeno contendo anotações da organização criminosa PCC, cujo teor era um esboço dos dados a serem preenchidos para quem ingressava na facção, como data de batismo e nome de padrinho que indicou.
Ele confirmou que presta conta para pessoas integrantes do PCC e confessou que ele mesmo fez as anotações. Entre as informações contidas nas anotações, pôde-se apurar que o traficante entrou em contato com algumas pessoas para receber valores, porém sem sucesso.
Foram apreendidos ainda vários talonários de rifa de uma “Ação Entre Amigos”, no valor de R$ 30 cada número, cujos prêmios seriam cinco motocicletas. Perguntado a respeito, Fabrício confessou que era para arrecadar dinheiro para o PCC.
Um imóvel localizado nos fundos de sua residência, onde reside uma tia de Fabrício, também foi vistoriado. No telhado da casa foram localizadas 12 trouxinhas de maconha e 7 trouxinhas de crack, já prontas para comercialização bem como certa quantia em dinheiro em cédulas de R$ 2, que foram apreendidas.A apreensão totalizou 73 gramas de maconha, 40 gramas de crack, balança de precisão, aproximadamente R$ 570 em moedas e notas.
Conforme a investigação, Fabrício seria “palavra” da organização criminosa naquele bairro. Ele possui diversos registros de ocorrências de tráfico de drogas, roubo e homicídio doloso, sendo inclusive apontado como um dos autores de ter participado do homicídio arquitetado pelo PCC contra um policial militar aposentado em Três Lagoas, em março de 2013.
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