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Programa qualifica indígenas em sistema prisional e amplia oportunidades de reinserção social

Iniciativa oferece cursos, apoio psicológico e atendimento jurídico a indígenas privados de liberdade em Amambaí

20 dezembro 2025 - 16h10Taynara Menezes

Programa Teko Porã – Semeando Liberdade qualificou indígenas privados de liberdade no Estabelecimento Penal de Amambai por meio de cursos profissionalizantes, atividades de fortalecimento emocional e atendimento jurídico.

A iniciativa tem como foco preparar os participantes para novas oportunidades dentro e fora do sistema prisional.

Desenvolvido pelo IFMS (Instituto Federal de Mato Grosso do Sul) e pelo Ministério dos Povos Indígenas, em parceria com a Agepen, o programa integra ações de educação, profissionalização e valorização da identidade indígena, contribuindo para a remição de pena, a construção de autonomia e a reinserção social qualificada.

Foram concluídos os cursos de cabeleireiro/barbeiro e de horta comunitária, com a certificação de oito internos indígenas. Outros sete participantes também passaram pelas capacitações, mas já obtiveram liberdade. Além disso, estão em andamento cursos nas áreas de marcenaria, informática e horticultura. Para o próximo ano, estão previstas capacitações sobre enfrentamento à violência doméstica e uso abusivo de álcool.

A solenidade de certificação ocorreu na semana passada, no presídio, com a presença de representantes do IFMS, do Ministério dos Povos Indígenas, da Agepen, do Ministério Público, da Câmara Municipal e do Conselho da Comunidade.

Na ocasião, o diretor do Estabelecimento Penal de Amambai, Alexandre Ferreira de Souza, destacou a importância da iniciativa. “O Teko Porã nos permite trabalhar a reinserção social de maneira concreta. Cada curso concluído representa uma nova perspectiva de futuro, construída com respeito à cultura indígena e à realidade de cada participante”, disse.

As capacitações contaram com acompanhamento de facilitador indígena e tradutor de Língua Guarani Kaiowá, além de ações de apoio psicológico e atendimentos jurídicos individuais. Os cursos tiveram carga horária de 40 horas e abordaram conteúdos voltados à qualificação profissional e à ampliação das chances de inserção no mercado de trabalho.

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