Menu
Busca sexta, 17 de setembro de 2021
(67) 99647-9098
TJMS setembro21
Geral

Quadrilha de acusado de contrabando causou prejuízo de R$ 20 mi, diz MPE

24 novembro 2011 - 16h51Leandro Abreu

'Não sei, vamos ver'. Essas foram as únicas palavras que o Alcides Carlos Grejianim, o Polaco, que é apontado pela Justiça Federal como um dos maiores contrabandistas de cigarro do país, disse sobre as acusações ao chegar na tarde desta quarta-feira (23) a sede do Grupo de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público Estadual (MPE-MS), em Campo Grande, para depor.

Segundo o Gaeco, Grejianim é suspeito de chefiar uma organização criminosa composta por civis, agentes tributários e policiais militares, que atua no contrabando de cigarros estrangeiros do Paraguai e da Bolívia, e que são vendidos para diversos estados.

O Gaeco investiga com a PRF a ação da quadrilha desde outubro de 2010, sendo que neste período de pouco mais de um ano foram realizadas apreensões de mais de 50 carretas de cigarro contrabandeado em Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais, São Paulo e Paraná, totalizando 7,5 milhões de maços apreendidos e um prejuízo em torno de R$ 20 milhões para o grupo criminoso.

Prisão

Polaco foi preso em Eldorado, município a 440 quilômetros de Campo Grande, durante a Operação Alvorada Voraz, feita pela PRF e Gaeco com apoio da Polícia Militar. Na ação foram presos além de Grejianim, dois filhos dele, um cunhado e outras 11 pessoas, sendo oito civis e três policiais militares.

Permanecem foragidas duas pessoas. Um agente tributário estadual, da cidade de Brasilândia, que segundo o MPE, seria o segundo na hierarquia da quadrilha, e ainda um policial militar.

Alvorada Voraz

A ação foi realizada em sete cidades de Mato Grosso do Sul: Antonio João, Caracol, Jardim, Porto Murtinho, Campo Grande, Eldorado e Brasilândia e também em Brasília (DF) e Umuarama (PR). Além das prisões também foram cumpridos mandados de busca e apreensão. Foram apreendidos 12 veículos, uma CPU, um notebook, cinco celulares, um chip, um revólver calibre 38 e ainda 268 munições dos calibres 9 milímetros, 12 e ponto 40.

Modo de operação

De acordo com o Gaeco, os policiais militares ajustavam o pagamento de "propina" para permitirem a passagem de carregamentos de cigarros, que obrigatoriamente passam por Porto Murtinho, Bela Vista, Jardim, Sidrolândia e Campo Grande, rota dos contrabandistas vindos do Paraguai, com destino a outros estados.

Polaco

Polaco é apontado pela Justiça Federal como um dos maiores contrabandistas de cigarro do país, ele, inclusive, já foi condenado pelo crime e responde a outros processos pelo mesmo tipo de delito.

Ainda segundo a Justiça Federal, com o dinheiro dos crimes de contrabando, Polaco já teria comprado 11 fazendas na fronteira com o Paraguai. Uma delas tem 2,5 mil hectares e foi avaliada em R$ 25 milhões.

O advogado de Greijianin, Benedicto de Figueiredo, disse que não vai se pronunciar sobre a prisão, porque pretende tomar conhecimento do caso primeiro.

Unica - inverno

Deixe seu Comentário

Leia Também

Geral
Carreta com pluma de algodão pega fogo na MS-395
Geral
Casal quase é levado pela chuva em Itaporã
Geral
Peão de 50 anos morre esmagado por cavalo no Pantanal
Vídeos
Vídeo: Menina de 10 anos cai em cisterna de 15 metros
Vídeos
Vídeo: Corna arrasta 'Ruivinha' pelos cabelos após descobrir traição
Geral
Capital libera 100% de lotação em bares e eventos, sem plano de biossegurança
Geral
Motociclista morre após bater de frente com picape em MS
Geral
Procon/MS defende PIX e alerta consumidor não cair em golpes
Geral
Chuva da primavera pode ser insuficiente para amenizar seca no Rio Paraguai
Geral
Mãe lamenta morte de jovem que bateu em caçamba de entulhos

Mais Lidas

Geral
Vídeo: "Onda onda, olha a onda", Brasil pode ser atingido por tsunami
Geral
Esacheu perde eleição para Jary Castro na Santa Casa
Polícia
Pedreiro morre ao cair do segundo andar de obra no Alphaville 4
Polícia
Vídeo: Homem é flagrado “encoxando” mulher em coletivo na Capital