A Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (Uems) é uma das instituições apoiadoras da 2ª Caminhada pela Paz – Mulher Brasileira – Todos emPENHAdos Contra a Violência, organizada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul. A ação está programada para esta sexta-feira (28), às 16h, com concentração para saída na rua da Paz, em frente ao Fórum, na Capital.
A Uems, junto a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), e outras organizações governamentais e não-governamentais do Estado participam deste ato que tem o objetivo de chamar atenção para o problema alarmante e preocupante, que é a violência contra a mulher.
O movimento “Vem pra Rua Mulher Brasileira” acontece devido a pesquisa recente que mostra que uma a cada três mulheres sofrem algum tipo de violência no último ano e que 22% das brasileiras sofreram ofensa verbal no ano passado – um total de 12 milhões de mulheres.
De acordo com a juíza, Jacqueline Machado, titular da Vara de Medidas Protetivas na Capital e Coordenadora Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar, alguns dados sobre a violência contra a mulher são alarmantes.
No Brasil, uma mulher morre a cada 90 minutos vítima de feminicídio, 52% das mulheres vítimas não fazem denúncia e sofrem caladas e MS é o quinto estado brasileiro em taxa de feminicídio, segundo pesquisa do Instituto Datafolha. “1,4 milhão de mulheres foram vítimas de espancamento ou estrangulamento no Brasil em 2016. A cada uma hora e meia, uma mulher é vitimada pela pessoa que deveria protegê-la. A cada 11 minutos, uma mulher é espancada no Brasil, país em que um terço das mulheres já foi vítima de algum tipo de violência”, revelou a juíza.
A Campanha Mulher Brasileira é um projeto inédito no Brasil e tem ações em andamento como o “Mãos emPENHAdos contra a violência”, que propõe a capacitação de profissionais da área da beleza para que sejam agentes multiplicadores de informação no combate à violência doméstica e familiar contra a mulher, identificando e orientando as clientes de como combater e denunciar os abusos. Os estabelecimentos que aderirem ao projeto terão um Selo de Parceria para identificar sua participação.
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