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Corumbá terá R$ 112 milhões em investimentos e gestão estruturada em 2026, afirma prefeito

Em entrevista ao JD1, Dr. Gabriel também falou sobre o impacto econômico do Carnaval no município

15 fevereiro 2026 - 16h13Gabrielly Gonzalez

O prefeito de Corumbá, o médico Gabriel Alves de Oliveira (PSB), conhecido popularmente por Dr. Gabriel, projeta um ano de consolidação de obras e políticas públicas, com foco em saúde, educação, infraestrutura e desenvolvimento urbano. Segundo ele, a cidade terá planejamento de médio e longo prazo, metas claras para a Santa Casa, ações emergenciais e de prevenção a desastres naturais, além de fortalecimento do turismo com o Carnaval, que movimenta milhões na economia local. A iluminação pública passa a ser fiscalizada pela AGEMS, garantindo mais transparência e economia, enquanto acordos interfederativos reforçam a assistência social. Sobre as eleições de 2026, o prefeito afirmou que seu foco continua sendo governar Corumbá, mantendo diálogo com todos os setores políticos e garantindo estabilidade e governabilidade no município, sem discutir candidaturas neste momento.

JD1 – Prefeito, o que Corumbá pode esperar da sua gestão em 2026?

Dr. Gabriel – Corumbá pode esperar uma gestão ainda mais estruturada, com planejamento transformado em execução. 2026 será o ano da consolidação de investimentos estratégicos que foram articulados em 2025. Estamos falando de mais de R$ 112 milhões já garantidos para saúde, educação, infraestrutura e desenvolvimento urbano.

Nossa gestão trabalha com visão sistêmica: não tratamos problemas isoladamente. Moradia conversa com mobilidade, que conversa com iluminação, que conversa com segurança e desenvolvimento econômico. O nosso foco é claro: reduzir desigualdades, organizar a cidade e gerar crescimento sustentável, com responsabilidade fiscal e transparência. Corumbá não pode mais viver de improviso. Estamos construindo uma cidade com planejamento de médio e longo prazo.

JD1 – Sobre as melhorias na Santa Casa, em quanto tempo a população deve perceber avanços concretos e quais metas serão monitoradas publicamente?

Dr. Gabriel –  A população já começa a perceber avanços gradativos, mas estabelecemos metas objetivas para os próximos meses. Estamos monitorando indicadores como: tempo médio de espera no pronto atendimento; ampliação da oferta de especialidades; regularização de escalas médicas; índice de satisfação do usuário; equilíbrio financeiro da unidade.

A reestruturação hospitalar não se resolve com discurso. Exige gestão técnica, controle de contratos, pactuação regional e responsabilidade financeira. Nosso compromisso é que os indicadores sejam públicos e acompanhados com transparência. Saúde se faz com método, não com improviso.

JD1 – Após o temporal histórico, quais ações emergenciais foram adotadas e quais medidas de longo prazo serão tomadas?

Dr. Gabriel – Como medida inicial, foi ativada uma comissão especial de gerenciamento da crise, responsável por centralizar informações, coordenar as ações emergenciais e definir as estratégias de resposta e reconstrução do município.

Estive nas áreas mais atingidas, acompanhando as equipes em campo, vistoriando os danos e determinando a adoção de providências imediatas para garantir assistência às famílias e restabelecer a normalidade nos locais afetados.

De acordo com levantamento da Superintendência Municipal de Proteção e Defesa Civil, mais de 200 famílias foram impactadas diretamente pelas chuvas extremas, principalmente nos bairros da parte alta da cidade. Diante da magnitude do evento, o Município decretou Situação de Emergência pelo prazo de 180 dias, instrumento que permite ampliar a capacidade de resposta, agilizar processos administrativos e buscar apoio dos governos estadual e federal.

Entre as principais ações já realizadas estão: Atendimento às famílias desalojadas e desabrigadas, com entrega de colchões, cestas básicas, roupas, kits de higiene, lonas e fraldas; Mobilização dos CRAS, que passaram a atuar como pontos de apoio para cadastro das famílias e distribuição de donativos; Limpeza emergencial das vias públicas, desobstrução de galerias de drenagem e retirada de resíduos sólidos; entre outras

É importante destacar que a atuação integrada das secretarias municipais, das equipes de campo e das instituições parceiras garantiu uma resposta rápida, coordenada e humanizada, priorizando o atendimento às famílias que mais necessitam. Eu quero reafirmar à população que seguimos mobilizados, acompanhando de perto a evolução da situação, prestando toda a assistência necessária às pessoas afetadas e avançando com as ações estruturantes que Corumbá precisa.

Nosso compromisso é tornar a cidade cada vez mais preparada, organizada e resiliente diante dos eventos climáticos extremos que infelizmente têm se tornado mais frequentes.

JD1 – Sobre o Carnaval, existe previsão de impacto econômico total no setor turístico?

Dr. Gabriel – Hoje eu trato o Carnaval de Corumbá como política pública estruturada, com dados técnicos e impacto econômico comprovado. Em 2025, os números já mostraram a força do nosso evento. Recebemos 7.520 turistas, alcançamos 75% de taxa média de ocupação hoteleira, geramos 600 empregos temporários diretos e atingimos uma movimentação financeira estimada de R$ 14.785.040,60. Tivemos, inclusive, retorno financeiro superior ao investimento público realizado. Esses dados comprovam que o Carnaval já é um dos principais motores da economia de Corumbá.

Em 2026, nós avançamos ainda mais na organização da cadeia produtiva. Somente as 10 escolas de samba movimentaram mais de R$ 2 milhões. Os 9 blocos oficiais movimentaram R$ 697.500,00 e os 5 cordões carnavalescos somaram R$ 107.900,00. Isso significa que, apenas nas estruturas oficiais, já ultrapassamos R$ 2,8 milhões de movimentação direta, antes mesmo de contabilizar hotelaria, bares, restaurantes, ambulantes, balneários e comércio.

A diferença é que hoje nós temos planejamento, previsibilidade e mensuração técnica. O Carnaval não é improvisado. Ele é organizado, acompanhado e tratado como vetor estratégico de desenvolvimento.

Em 2025, comprovamos o impacto no turismo. Em 2026, estamos consolidando o Carnaval como ativo permanente da economia de Corumbá. Porque cultura, quando é bem gerida, gera emprego, movimenta renda e fortalece a cidade.

JD1 – Sobre a PPP da iluminação pública, o que muda, na prática, para o cidadão com a AGEMS passando a regular e fiscalizá-la? Esse novo modelo trará economia aos cofres municipais ao longo dos 15 anos da PPP?

Dr. Gabriel –  Eu tomei uma decisão estratégica: garantir que a PPP da iluminação pública tivesse regulação técnica independente e especializada.

Firmamos o Convênio de Cooperação nº 002/2026 com a AGEMS, delegando as atividades de regulação e fiscalização da iluminação pública do município, sem abrir mão da titularidade do serviço, que continua sendo da Prefeitura. Na prática, o que muda para o cidadão? Mais controle, mais transparência e mais segurança jurídica. A AGEMS passa a acompanhar indicadores de desempenho, cumprimento de metas, equilíbrio econômico-financeiro do contrato e qualidade do serviço prestado.

Isso significa menos improviso e mais fiscalização técnica. Do ponto de vista financeiro, essa decisão também representa economia para Corumbá. Se optássemos por criar uma agência municipal própria para essa finalidade, teríamos que arcar com aluguel de prédio, estrutura física, água, energia elétrica e, principalmente, folha de pagamento com equipe técnica especializada.

Ao delegar essa função à AGEMS, nós evitamos esses custos estruturais permanentes e utilizamos uma estrutura estadual já consolidada, com corpo técnico experiente e expertise reconhecida em regulação de serviços públicos. Ou seja, economizamos recursos públicos e, ao mesmo tempo, elevamos o nível técnico da fiscalização.

Durante os 15 anos de vigência da PPP, esse modelo garante previsibilidade, governança e eficiência. É uma decisão que combina responsabilidade fiscal com qualidade regulatória.

Eu não quis criar estrutura política. Eu quis garantir estrutura técnica. E quem ganha com isso é o cidadão, que terá um serviço mais moderno, mais eficiente e devidamente fiscalizado.

JD1 – Prefeito, qual será o impacto financeiro direto desse acordo com o Estado para o município e de onde sairão os recursos para execução do Plano de Ajuste Assistencial, Operacional e Financeiro?

Dr. Gabriel –  Esse acordo com o Estado tem impacto financeiro positivo e estruturante para Corumbá, porque reforça o cofinanciamento da política socioassistencial e garante maior previsibilidade orçamentária. Não se trata de repasse pontual. Ele está inserido na sistemática de cofinanciamento estadual do SUAS para 2026, publicada no Diário Oficial do Estado

No caso de Corumbá, passamos a contar com: R$ 21.630,00 mensais de Piso SUAS MS, totalizando R$ 259.560,00 ao ano; R$ 12.000,00 mensais de Incentivo para Conurbação Internacional, por sermos município de fronteira, o que representa R$ 144.000,00 ao ano; Incentivos vinculados à regionalização e às expansões do FNASS, conforme critérios técnicos estabelecidos pelo Estado.

Isso significa reforço direto no custeio da assistência social, diminuindo a pressão sobre o Tesouro Municipal. Os recursos para execução das ações assistenciais sairão de três fontes principais: Cofinanciamento estadual, via Fundo Estadual de Assistência Social; Recursos federais, por meio do Fundo Nacional de Assistência Social; Contrapartida municipal prevista no orçamento, com planejamento dentro da LOA, LDO e PPA.

Ou seja, estamos falando de uma construção interfederativa, com divisão de responsabilidades entre Município, Estado e União. O impacto financeiro direto é garantir maior sustentabilidade à rede socioassistencial de Corumbá, especialmente considerando nossa realidade de fronteira, que aumenta a demanda por serviços.

Nós não estamos criando despesa sem previsão. Estamos organizando a política pública com base em pactuação, responsabilidade fiscal e previsibilidade financeira. Isso é gestão.

JD1 – Prefeito, pensando nas eleições de 2026, apesar de não ser candidato, está em um partido emblemático, que a nível nacional tem uma aliança com o Lula, mas regionalmente pode até perder nomes se apoiar o PT. Nesse cenário como está a articulação municipal?

Dr. Gabriel –  Eu tenho muita tranquilidade em relação a isso. Primeiro, porque meu foco hoje é governar Corumbá. A população me elegeu para administrar a cidade, organizar as contas, melhorar os serviços e entregar resultados. Não estou discutindo eleição de 2026 neste momento.

Eu dialogo com todos. Sempre dialoguei. Política se faz com diálogo institucional, respeito e responsabilidade. Faço parte de um grupo político que tem história no Mato Grosso do Sul. Caminho com o ex-governador Reinaldo Azambuja e integro o grupo liderado hoje pelo governador Eduardo Riedel. É um grupo que sempre teve compromisso com equilíbrio fiscal, desenvolvimento regional e gestão técnica.

Ao mesmo tempo, mantenho relação republicana com o Governo Federal, porque quem perde quando há disputa ideológica é o município. Meu compromisso é trazer recursos e investimentos para Corumbá, independentemente de alinhamento partidário nacional.

A articulação municipal está baseada em estabilidade política e maturidade. Não trabalhamos com radicalização. Trabalhamos com construção. Corumbá precisa de união institucional para continuar avançando. E é isso que eu tenho feito: manter diálogo aberto, fortalecer nosso grupo no Estado e preservar a governabilidade no município.

Eleição se discute no tempo certo. Agora é tempo de gestão.

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