Após o presidente Lula comparar as ações de Israel na Faixa de Gaza com os crimes nazistas e ser dado como 'persona non grata' pelo ministro das Relações Exteriores de Israel, Israel Katz, fontes ouvidas pela agência Reuster que o Brasil não pretende retratar o comentário do presidente.
O Ministério das Relações Exteriores do Brasil já convocou o embaixador de Israel no Brasil, Daniel Zonshine, para uma reunião no Rio de Janeiro, e chamou de volta o seu próprio embaixador em Israel depois que autoridades israelenses lhe deram uma reprimenda formal após o comentário de Lula.
“O que está acontecendo na Faixa de Gaza com o povo palestino não tem paralelo em outros momentos históricos”, disse o presidente do Brasil. “Na verdade, existia quando Hitler decidiu matar os judeus”, disse Lula durante uma cimeira da União Africana no fim de semana em Adis Abeba, referindo-se aos crimes de guerra nazista durante a Segunda Guerra Mundial.
"A ordem de Lula é que não haja retratação e que quaisquer respostas sejam dadas por via diplomática", disseram as fontes.
Na manhã de segunda-feira, o ministro das Relações Exteriores de Israel, Israel Katz, anunciou que Lula não é bem-vindo no país do Oriente Médio até que retire seus comentários.
"Não esqueceremos nem perdoaremos. É um sério ataque antissemita. Em meu nome e em nome dos cidadãos de Israel - diga ao presidente Lula que ele é persona non grata em Israel até que ele retome o poder", disse Katz ao embaixador do Brasil, de acordo com um comunicado do escritório de Katz.
Repercussão
A fala do presidente Luiz Inácio Lula da Silva resultou em um pedido de impeachment que já conta com a assinatura de 87 deputados federais de oposição.
Dentre os nomes, alguns se destacam pela firme oposição contra o governo de Lula, como o deputado Kim Kataguiri (União-SP), que se pronunciou sobre a fala do presidente. “Sua fala contra Israel associando-o ao holocausto não é apenas uma gafe — como a imprensa tem dito —, mas sim uma afronta às vítimas desse terrível crime contra os judeus“, afirmou o parlamentar.
O líder da oposição na Câmara, Carlos Jordy (PL-RJ), também assinou o documento. Além dele, parlamentares como Carla Zambelli (PL-SP), Júlia Zanatta (PL-SC), Rosângela Moro (União-SP), Marcel van Hattem (Novo-RS) e pastor Marco Feliciano (PL-SP) também constam em meio às assinaturas.
Deixe seu Comentário
Leia Também

Audiência de direitos humanos discute operação policial no Rio que terminou com 122 mortos

Coreia do Norte reconhece novo lÃder do Irã e critica "atos de agressão" dos E.U.A

Mulher é morta por elefante após provocar animal na NamÃbia

PCC e Comando Vermelho serão classificados como 'organizações terroristas' pelos EUA

Irã define novo lÃder supremo após morte de Ali Khamenei

Irã denuncia mortes de civis e diz que mais de 1,3 mil morreram em conflito com EUA e Israel

Hezbollah no LÃbano volta à guerra e conflito escala no Oriente Médio

Papa pede diplomacia e fim da espiral de violência no Oriente Médio

Com morte de Khamenei, Irã forma conselho de governo com aiatolá Arafi


A fala do presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi feita durante coletiva de imprensa no domingo (18/02), na Etiópia (Rosinei Coutinho STF)



