O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (9) que não vê necessidade de ordenar uma operação para capturar o presidente da Rússia, Vladimir Putin, ao comentar o andamento da guerra na Ucrânia. A declaração foi dada durante um encontro com executivos do setor petrolífero em Washington, em resposta a uma pergunta de jornalistas.
De acordo com o boletim da Casa Branca e relatos da imprensa internacional, Trump afirmou que não acha necessário autorizar uma missão específica contra Putin e voltou a defender seu peso político e militar como principal ferramenta de pressão sobre Moscou. O presidente também comentou a situação na Ucrânia, citando números de baixas e dificuldades econômicas da Rússia, e disse que esperava que o conflito fosse resolvido mais rapidamente.
Durante seu comentário em Washington, Trump disse que Putin “não tem medo da Europa” e que o líder russo teme mais os Estados Unidos sob sua liderança, destacando que a influência americana continua sendo determinante em negociações e pressões internacionais.
As declarações ocorrem enquanto representantes dos Estados Unidos, da Ucrânia e de aliados participam de negociações em Paris, com o objetivo de construir um acordo de paz que possa ser levado ao governo russo. Desde o início de seu mandato, Trump tem buscado um papel de mediação no conflito, conciliando apoio a Kiev com tentativas de diálogo com Moscou e de influenciar o desenrolar político em outras regiões, como a América Latina.
No mesmo contexto geopolítico, a administração americana tem sido criticada pela sua postura em relação à Venezuela, onde os Estados Unidos intensificaram sua intervenção nos últimos anos. Washington apoiou, inclusive, ações diretas contra o governo de Nicolás Maduro e impôs sanções de larga escala a integrantes do regime, acusando-o de narcotráfico e corrupção. No início de 2026, forças americanas capturaram Maduro em Caracas e enviaram o ex-presidente aos Estados Unidos para responder a acusações federais.
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Putin e Trump durante cúpula no Alasca (Foto: REUTERS/Kevin Lamarque)

