Menu
Menu
Busca sábado, 10 de janeiro de 2026
Gov Camp Crescimento Cidades Jan26
Justiça

Cadeia em Minas Gerais é interditada pela Justiça após superlotação e mortes

Foi constatada a ausência de camas individuais, com colchões espalhados pelo chão, além de problemas de ventilação na unidade

09 janeiro 2026 - 13h23Vinícius Santos

Após ação do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), a Justiça determinou a interdição parcial do Presídio de Alfenas, no Sul de Minas, em razão das condições inadequadas de funcionamento da unidade prisional.

A decisão é da juíza Aila Figueiredo, da 2ª Vara Criminal e de Execuções Penais da Comarca de Alfenas, que estabeleceu que a ocupação do presídio fique limitada a 180% da capacidade declarada, ficando vedado o ingresso de novos custodiados sempre que esse patamar for atingido. Em caso de descumprimento, foi fixada multa diária de R$ 20 mil, a ser aplicada em desfavor do Governo de Minas Gerais.

Segundo o Ministério Público, a ação foi proposta após apuração realizada em procedimento próprio, que apontou superlotação extrema, insuficiência de recursos humanos, deficiências estruturais, limitações na assistência à saúde e dificuldades de fiscalização dentro da unidade.

Durante inspeções, foram constatadas celas superlotadas, ausência de camas individuais, colchões espalhados pelo chão, além de problemas de ventilação, iluminação e instalações sanitárias. Também foram registradas falhas na assistência médica e psiquiátrica, bem como déficit de servidores, o que comprometeria a vigilância e a separação adequada dos custodiados.

Conforme consta na decisão judicial, à época do ajuizamento da ação, o presídio possuía capacidade declarada para 196 vagas, mas abrigava número próximo a quatro vezes esse total. No curso do processo, o Juízo chegou a fixar limites progressivos para a redução da superlotação. No entanto, mesmo após a ampliação da estrutura física da unidade, persistiram dificuldades de gestão e fiscalização.

Ainda segundo o Ministério Público, foram registrados casos de mortes no interior do presídio, em contexto de custódia compartilhada com pessoa com sofrimento mental, o que evidenciaria a incapacidade da unidade em garantir a separação adequada dos presos.

Para a magistrada, a ocorrência de mortes sob custódia estatal, associada à incapacidade documentada de fiscalização contínua e de separação adequada, demonstra que o funcionamento do presídio, mesmo após reduções anteriores, permanece em patamar incompatível com os deveres legais de proteção da vida e da integridade física e psíquica das pessoas privadas de liberdade. Esses deveres, segundo a decisão, decorrem diretamente da Constituição Federal e da Lei de Execução Penal.

JD1 No Celular

Acompanhe em tempo real todas as notícias do Portal, clique aqui e acesse o canal do JD1 Notícias no WhatsApp e fique por dentro dos acontecimentos também pelo nosso grupo, acesse o convite.

Tenha em seu celular o aplicativo do JD1 no iOS ou Android.

Reportar Erro

Deixe seu Comentário

Leia Também

Valor do IPTU tem sido alvo de reclamação -
Cidade
Juiz manda prefeitura explicar aumento do IPTU em Campo Grande em 72 horas
Pessoa presa -
Justiça
Justiça solta homem evadido do sistema prisional, mesmo após prisão pela Polícia em MS
MPMS vai pagar R$ 11,2 mi para manter iPhones de última geração para servidores
Justiça
MPMS vai pagar R$ 11,2 mi para manter iPhones de última geração para servidores
Direito reconhecido -
Justiça
Contrato verbal garante honorários a advogado após anulação de multa de R$ 2,5 milhões
Fachada da prefeitura de Campo Grande.
Justiça
Justiça não vê urgência e mantém advogados comissionados atuando na Agetran
Viatura da delegacia GARRAS -
Justiça
'Paz social' é citada por juíza ao negar liberdade a policial do Garras preso com propina
Ônibus da Justiça -
Justiça
Casar ou separar: casamento e divórcio são as principais demandas da Justiça Itinerante
Novo sistema da Justiça -
Justiça
TJ torna obrigatório o uso do eproc para novos processos previdenciários em MS
Stellantis -
Justiça
Ministério Público aponta más condições de trabalho e Stellantis fecha acordo de R$ 1 milhão
Sede da Ordem dos Advogados / Seccional Mato Grosso do Sul / OAB-MS - Foto:
Justiça
'Ilegal e abusivo', diz OAB em ação judicial contra aumento do IPTU em Campo Grande

Mais Lidas

Rede de fast food abre nova unidade neste sábado na Avenida Gunter Hans
Geral
Rede de fast food abre nova unidade neste sábado na Avenida Gunter Hans
Jonas de Paula
Política
Comissão provisória do PSDB é oficializada em Campo Grande
Motociclista foi flagrado pelas câmeras de segurança
Polícia
VÍDEO: Motociclista causa temor ao abusar de criança no Coronel Antonino
Carro de uma empresa ficou destruído
Trânsito
Grave acidente deixa dois mortos e três feridos entre Inocência e Paranaíba