O julgamento dos réus acusados pela morte do estudante Matheus Coutinho Xavier que começou na segunda-feira (17), pode terminar nesta quarta-feira (19). No entanto, o juiz Aluízio Pereira dos Santos, da 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande, reservou a semana inteira para as sessões.
As testemunhas de acusação levantadas pela Promotoria de Justiça de Mato Grosso do Sul e as testemunhas de defesa dos réusna ação penal já foram ouvidos, sendo Jamil Name, acusado de ser o mandante da morte de Matheus foi o último a falar e negou envolvimento com o caso.
Nesta quarta-feira (19) ocorre no Tribunal do Júri a partir das 9h, os debates, que via de regra devem durar duas horas e meia para a acusação e duas horas e meia para a defesa. A acusação tem ainda mais duas horas de réplica enquanto a defesa tem o mesmo tempo para a tréplica, ainda conforme informações do Tribunal de Justiça de MS, esse tempo pode ser prorrogado caso as partes solicitem mais tempo ao juíz.
Depois de encerrado debate, os jurados respondem as uma série de perguntas, "sim ou não" que depois serão contados para a decisão final do Juíz, expectativa é que tudo termine ainda na noite de hoje.
Reús
São réus na ação penal, o empresário Jamil Name Filho, o "Jamilzinho", como mandante do crime de pistolagem, o ex-guarda civil Marcelo Rios, e o policial Vladenilson Olmedo. Os dois agentes de segurança teriam, conforme a acusação, intermediado a contratação de assassinos de aluguel.
O caso também tinha como acusado Jamil Name, que morreu na cadeia, em maio de 2020, vítima da covid-19. Pai de "Jamilzinho", ele também era apontado como mandante da morte.
Matheus foi assassinado no dia 9 de abril de 2019, com tiros de fuzil AK-47, no bairro Jardim Bela Vista, em Campo Grande, quando manobrava a caminhonete do pai. O alvo verdadeiro, de acordo com as investigações, era o pai do jovem, Paulo Roberto Teixeira Xavier, ex-capitão da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, considerado desafeto da família Name.
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Plenário do Tribunal do Júri (TJMS)



