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Jamil Name nega ser mandante de execução que matou Matheus Coutinho por engano

O alvo da 'encomenda' teria sido o pai da vítima, Paulo Roberto Xavier; ex-guarda civil Marcelo Rios, e o policial Vladenilson Olmedo são acusados de serem os intermediários entre os pistoleiros e os mandantes

18 julho 2023 - 20h04Brenda Assis e Brenda Leitte    atualizado em 18/07/2023 às 20h24

"Não estou aqui para fazer teatro, estou aqui para esclarecer a verdade", disse o empresário Jamil Name Filho, ao sentar no banco de réus na tarde desta terça-feira (18), no julgamento do caso de assassinato do jovem estudante Matheus Coutinho Xavier, 20 anos. 'Jamilzinho' é acusado de ser o mandante do crime, junto de seu pai, Jamil Name, que faleceu em 2021 de covid-19.

Durante o interrogatório, ele contou como o policial militar aposentado Paulo Roberto Xavier - PX, entrou em sua vida através do pedido de um amigo de longa data da família. O acusado alegou ter tentado argumentar contra este conhecido, dizendo que PX havia acabado de sair da cadeia, mas resolveu dar uma chance para ele em meados de 2010.

O PM aposentado foi contratado para fazer serviços diversos para a família. "Infelizmente ele entrou na minha vida", finalizou Jamil ao falar de PX. Ele contou, apesar da frase de lamentação, que chegou a ir algumas vezes na casa do PX, assim como os filhos do policial havia ido ao menos duas vezes em sua residência.

Jamil nega envolvimento no crime

Apesar de afirmar trabalhar com PX, ele alegou não ter sido o mandante da encomenda de execução, que terminou na morte de Matheus – filho do policial. “Não tenho nada a ver com essa morte. Não sei como meu nome foi parar nos indícios que apontem a mim como mandante”, afirmou.

Ainda no decorrer do interrogatório, Name desconhece a informação de que a morte encomendada seria a de Paulo Xavier.

Sobre o assassinato de Matheus, quando questionado sobre sua ligação com Juanil, acusado de ser o executor do crime - pistoleiro, o empresário disse desconhecer o foragido, pois nunca nem havia escutado seu nome. Name relatou ainda não saber que Marcelo Rios conhecia o autor dos disparos.

Jamilzinho é acusado de mandar o ex-guarda civil Marcelo Rios, e o policial Vladenilson Olmedo, contratar algum pistoleiro para matar o policial militar aposentado Paulo Roberto Xavier. No entanto, Juanil e Zezinho – os atiradores – erraram o alvo, matando o jovem estudante Matheus Coutinho Xavier, filho de PX.

O caso

Segundo relatório do Garras, o policial militar aposentado Paulo Roberto Xavier era o verdadeiro alvo da organização criminosa na execução que resultou na morte do seu filho.

A investigação indica que o homem apontado como chefe da organização criminosa, o empresário Jamil Name, acreditava que Paulo Roberto Xavier tinha se aliado a um advogado, com quem ele tinha tido um desacordo em negociação de fazendas que pertenceram ao reverendo Moon localizadas em Jardim e em Campo Grande.

Por conta do revés nos negócios, Jamil Name, conforme o relatório da polícia, teria dado ordem para matar o advogado, a esposa dele e seu filho, além do ex-policial militar.

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