Menu
Menu
Busca quinta, 12 de março de 2026
Sebrae Delas - Mar26
Justiça

Ex-prefeito de Campo Grande deve pagar R$ 378 mil por nepotismo, decide Justiça

Os réus Gilmar Olarte, Tamotsu Mori e Valtemir Alves de Brito condenados por nepotismo tem 15 dias para pagamento, sob pena de penhora

17 outubro 2023 - 09h53Vinícius Santos

O ex-prefeito de Campo Grande, Gilmar Antunes Olarte (sem partido), foi condenado por improbidade administrativa em um caso de nepotismo. A sentença condenatória transitou em julgado, e agora ele enfrenta uma multa que ultrapassa R$ 378 mil reais. 

O caso foi denunciado pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul (MPMS) e envolve também Tamotsu Mori, ex-coordenador da Central de Atendimento do Cidadão de Anhanduí, e Valtemir Brito, ex-secretário municipal de Administração.

Conforme a decisão publicada no Diário Oficial da Justiça, o ex-prefeito está obrigado a pagar uma multa civil no valor de R$ 378.527,01. O juiz Marcelo Ivo de Oliveira, da 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos da capital, determinou o pagamento. 

O MPMS também solicitou a intimação de Tamotsu Mori para o pagamento de R$ 66.260,78 e a intimação de Valtemir Alves de Brito para o pagamento de R$ 323.165,43, ambos com um prazo de 15 dias para quitação, sob pena de multa. Em caso de não pagamento no prazo legal, o MPMS pede a penhora dos valores. O montante total das multas aos réus chega a R$ 767.953,22.

De acordo com o MPMS, as nomeações realizadas pelo ex-prefeito Gilmar Antunes Olarte e pelo então secretário, Valtemir Alves de Brito, configuraram nepotismo, uma vez que nomearam Tamotsu Mori para um cargo em comissão na Secretaria Municipal de Governo e Relações Institucionais de Campo Grande. Nesse órgão, também foram lotados, sob subordinação hierárquica direta a Tamotsu Mori, sua esposa Adélia Souza de Amorim Mori, seu sobrinho Everaldo Coelho da Silva e seu cunhado Hélio Souza de Amorim. O MPMS alegou que essas nomeações não envolveram servidores do quadro efetivo do município e violaram os princípios da impessoalidade, moralidade administrativa e primazia do interesse público.

Os réus tiveram a oportunidade de apresentar defesa, e somente Tamotsu Mori o fez por meio da Defensoria Pública Estadual. No entanto, a preliminar de ilegitimidade passiva suscitada por ele foi rejeitada. Mori alegou que não influenciou ou participou das negociações de nomeação de seus parentes, e que sua nomeação ocorreu devido à sua atuação na campanha do então prefeito Alcides Bernal. Ele argumentou que suas nomeações e as de seus parentes foram feitas em benefício da Administração Pública Municipal.

Os ex-prefeito Gilmar Antunes Olarte e Valtemir Alves de Brito, no entanto, não contestaram as acusações em tempo hábil, resultando na decretação de sua revelia e na condenação por nepotismo.

Em relação a um recurso apresentado pelo ex-prefeito, este foi considerado inadmissível/deserto, uma vez que ele não se enquadra como hipossuficiente, pois não juntou as custas processuais necessárias.

JD1 No Celular

Tenha em seu celular o aplicativo do JD1 e acompanhe em tempo real todas as notícias. Para baixar no IOS, clique aqui. E aqui para Android.

Reportar Erro
Unimed Seu Sim Muda Tudo - Mar26

Deixe seu Comentário

Leia Também

Elizangela Arce Correa não sobreviveu ao ataque
Justiça
Assassinato brutal de mulher no Los Angeles: réus são absolvidos e crime fica impune
Ministros Flávio Dino e Alexandre de Moraes, em sessão no STF / Foto: Rosinei Coutinho
Justiça
Moraes autoriza operação da PF contra jornalista e entidades de imprensa reagem
Douglas Alves Mandu - Foto: Reprodução / Redes Sociais
Justiça
Justiça concede medida protetiva a menina estuprada por pastor com cargo na prefeitura
Prisão - Foto: Ilustrativa -
Justiça
Réu que matou homem por vingança é condenado a 16 anos de prisão em Dourados
MInistro do STF, Flávio Dino
Justiça
Moraes autoriza buscas da PF contra acusado de perseguir Flávio Dino
Imagem de homem com algema
Justiça
TJMS absolve homem condenado por estupro de vulnerável após caso envolvendo 'selinho'
Seminário em Campo Grande vai debater litigância abusiva no Poder Judiciário
Oportunidade
Seminário em Campo Grande vai debater litigância abusiva no Poder Judiciário
Elizangela Arce Correa não sobreviveu ao ataque
Justiça
Acusados de matar mulher com golpes de faca enfrentam Tribunal do Júri em Campo Grande
Leila Pereira, presidente do Palmeiras e dona da Crefisa
Justiça
Dino mantém depoimento de Leila Pereira na CPMI do INSS
Terminal em Campo Grande - Foto: Jônatas Bis/JD1
Justiça
Justiça manda prefeitura reajustar tarifa técnica dos ônibus da Capital para R$ 7,79

Mais Lidas

Fardamento PMMS - Foto: Jonatas Bis
Justiça
Justiça condena soldado da PMMS por vídeo em rede social com piada gravada em oficina
Carro e moto também foram apreendidos  Foto: Divulgação
Polícia
Força Tática desmantela esquema de 'disk drogas' em Campo Grande e prende três
Mulher é morta por elefante após provocar animal na Namíbia
Internacional
Mulher é morta por elefante após provocar animal na Namíbia
Drogas eram arremessadas para dentro do presídio
Polícia
Facção usava propina para arremessar drogas e celulares em presídio de Campo Grande