Na tarde desta sexta-feira (12), o juiz Aluízio Pereira dos Santos, da 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande, comunicou ao Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso do Sul (TJMS) sua decisão de não conceder liberdade a Juliene Carneiro Cunha (mãe), Carla Vitória Carneiro Cunha Delgadilho e Olga Juliza Carneiro Cunha Delgadilho (filhas), trio envolvido na execução brutal de Aparecido Donizete Martins, 63 anos, conhecido como "Branco", e seu filho Naique Matheus Sotarelo Martins, 28 anos. O crime ocorreu na noite de 25 de outubro, na Vila Santo Eugênio, bairro Universitário.
O juiz fundamentou sua decisão, alegando que não há razões para substituir as prisões temporárias por domiciliares, pois não se enquadram nas exceções previstas no art. 318-A do CPP e no HC nº 143.641/SP, julgado pelo STF.
A defesa das acusadas contesta, argumentando que a Delegacia Especializada de Homicídios de Campo Grande concentrou-se exclusivamente na linha de investigação de acerto de contas por desavenças, descartando outras motivações para o crime.
O TJMS já negou a liberdade das acusadas duas vezes, indicando essa uma possível terceira derrota.
Investigações - da DHPP apontam envolvimento da execução com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Documentação processual mostra que Juliene, proprietária de um bar próximo à conveniência de Aparecido, teria tido problemas com ele, desencadeando os homicídios.
Apesar de as suspeitas confirmarem a maioria dos fatos apresentados na investigação, negam veementemente qualquer participação nos homicídios. O caso, complexo e envolvendo até presidiários, continua em investigação e tramitação na Justiça.
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