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Justiça nega prisão humanitária a acusado de executar mulher na João Arinos

Janaína Sabino de Almeida foi assassinada com um tiro na cabeça em via pública, em Campo Grande, em novembro de 2025

11 maio 2026 - 11h54Vinícius Santos

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) negou pedido de prisão domiciliar humanitária a Guilherme Barrios Pereira Eleutério, preso suspeito de matar Janaína Sabino de Almeida na noite de 21 de novembro de 2025, na avenida Ministro João Arinos, em Campo Grande.

Conforme o processo, a defesa solicitou a substituição da prisão preventiva por prisão domiciliar de caráter humanitário, alegando problemas de saúde de Guilherme Barrios. Também foram requeridas medidas cautelares diversas da prisão.

No entanto, os desembargadores da 1ª Câmara Criminal entenderam que não há ilegalidade na prisão preventiva decretada pelo juiz da 2ª Vara do Tribunal do Júri.

Na decisão unânime, o TJMS apontou que não existem provas robustas nos autos que demonstrem gravidade excepcional do estado de saúde do acusado, nem comprovação de impossibilidade de realização de tratamento adequado no ambiente prisional.

Ainda conforme a decisão, não foram apresentados documentos que comprovem a imprescindibilidade de tratamento em unidade hospitalar externa ou a inexistência de estrutura e profissionais habilitados no sistema prisional.

Os desembargadores também destacaram que não ficou comprovado que a unidade prisional não disponha de estrutura adequada para o tratamento especializado, ou que não possua efetivo suficiente para garantir escolta regular às consultas e sessões médicas necessárias.

“Não havendo elementos capazes e suficientes para sustentar a pretensão deduzida pelo impetrante, impõe-se a denegação da ordem”, consta na decisão.

O crime

Conforme dados processuais, o crime teria relação com um desentendimento ocorrido no dia 16 de novembro de 2025, em uma tabacaria de Campo Grande, envolvendo Janaína Sabino de Almeida e Guilherme Barrios Pereira Eleutério, que estaria acompanhado da namorada.

Na ocasião, Guilherme Barrios teria avançado contra Janaína portando uma foice, sendo que a vítima, em ato de defesa, teria desferido golpes de faca contra ele.

Dias depois, em 21 de novembro de 2025, por volta das 19h30, Janaína seguia de motocicleta pela avenida Ministro João Arinos, acompanhada de uma passageira, quando teria sido perseguida por Guilherme Barrios e pela companheira dele, que estavam em um veículo VW Gol.

Segundo os autos, o carro teria colidido duas vezes na traseira da motocicleta, fazendo com que a vítima perdesse o controle da direção. Na sequência, Guilherme Barrios teria descido do veículo e efetuado disparos de arma de fogo, atingindo Janaína na cabeça. Ela morreu no local.

Pelo caso, Guilherme Barrios Pereira Eleutério responde por homicídio, nos termos do artigo 121 do Código Penal, e segue preso.

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