Menu
Menu
Busca quinta, 16 de abril de 2026
Sebrae IA #1 Abr26
Justiça

STF estabelece regras de altura para concurseiros a cargos de segurança pública

Regra definida pela Suprema Corte deve ser aplicada em todas as ações judiciais do Brasil

03 outubro 2025 - 12h20Vinícius Santos

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que a exigência de altura mínima para ingresso em cargos do Sistema Único de Segurança Pública (SUSP), como nas polícias militares estaduais, só é válida se estiver prevista em lei e seguir os parâmetros adotados pelo Exército. Esses parâmetros determinam altura máxima razoável de 1,60m para homens e 1,55m para mulheres, conforme a Lei federal 12.705/2012.

A decisão foi tomada no Recurso Extraordinário (RE 1.469.887) e recebeu status de repercussão geral (Tema 1.424), servindo como referência para todos os casos semelhantes na Justiça brasileira.

Caso de Jessica Alves Viana
Jessica Alves Viana, candidata à Polícia Militar de Alagoas, foi reprovada no teste de aptidão física por medir 1,56m. A legislação estadual exigia altura mínima de 1,60m para mulheres e 1,65m para homens.

O Tribunal de Justiça de Alagoas manteve a reprovação, mas a candidata recorreu ao STF, alegando que a exigência estadual era mais rigorosa do que a adotada pelo Exército e violava o princípio da razoabilidade.

Decisão do STF e relação com os parâmetros do Exército

O STF deu provimento ao recurso e determinou que Jessica prossiga no concurso. O relator, ministro Luís Roberto Barroso, destacou que a exigência de altura mínima só é válida se atender a dois critérios:

- Previsão em lei;

- Paridade com os parâmetros do Exército, que considera as polícias e corpos de bombeiros militares como forças auxiliares e reserva do Exército (art. 144, § 6º da Constituição).

Segundo a Lei federal 12.705/2012, a altura mínima razoável é:

- Homens: 1,60m

- Mulheres: 1,55m

No caso de Jessica, a exigência de 1,60m para mulheres em Alagoas ultrapassava o limite federal de 1,55m, tornando o requisito estadual irrazoável.

O tribunal ressaltou que a regra não se aplica a oficiais bombeiros da área de saúde ou capelães, cujas funções não dependem de altura. O voto do relator foi acompanhado pela maioria, ficando vencido o ministro Edson Fachin.

Tese de repercussão geral

O STF fixou que a exigência de altura mínima para cargos do Sistema Único de Segurança Pública só é válida se estiver prevista em lei e não ultrapassar os limites definidos para o Exército. Com isso, a decisão serve como parâmetro para concursos de polícias militares, corpos de bombeiros e guardas municipais em todo o país.

JD1 No Celular

Acompanhe em tempo real todas as notícias do Portal, clique aqui e acesse o canal do JD1 Notícias no WhatsApp e fique por dentro dos acontecimentos também pelo nosso grupo, acesse o convite.

Tenha em seu celular o aplicativo do JD1 no iOS ou Android.

Reportar Erro
UNIMED Corrida - Abr26

Deixe seu Comentário

Leia Também

Carro foi periciado - Foto: Divulgação / PCMS
Polícia
Polícia identifica motorista de acidente que deixou mãe e filho em estado grave no Noroeste
Rodoviária de Campo Grande
Justiça
Passageira perde velório da mãe após atraso e empresa é condenada a indenizar em MS
Câmara Municipal de Campo Grande
Política
Câmara Municipal de Campo Grande vota três projetos e dois vetos em sessão desta quinta
Leonir foi preso pelo feminicídio da companheira
Justiça
Preso por matar a ex em Campo Grande, homem briga na Justiça com a filha por bens
Réu João Vitor de Souza Mendes - Foto: Vinícius Santos / JD1 Notícias
Justiça
Pega 44 anos de prisão rapaz que matou 2 crianças inocentes em Campo Grande
Até o final de novembro de 2025, o Cartório de Sucessões registrou a distribuição de 140 petições iniciais
Justiça
Defensoria de MS agiliza processos de inventário com sistema em projeto piloto
Promotora de Justiça Gabriela Rabelo Vasconcelos - Foto: Vinícius Santos / JD1
Justiça
Assassinato de crianças em Campo Grande é 'nefasto e estarrecedor', diz promotora
Réu João Vitor de Souza Mendes - Foto: Vinícius Santos / JD1 Notícias
Justiça
Em júri, acusado de matar duas crianças pede para não ser julgado pela 'tatuagem'
Pais de Silas durante o julgamento - Foto: Vinícius Santos / JD1
Justiça
Família pede Justiça em júri de acusado pela morte de Aysla e Silas em Campo Grande
Vítima foi atendida no UPA Universitário
Saúde
'Avanço', diz Ministério Público sobre o fornecimento de comida nas UPAs e CRSs

Mais Lidas

Réu João Vitor de Souza Mendes - Foto: Vinícius Santos / JD1 Notícias
Justiça
Pega 44 anos de prisão rapaz que matou 2 crianças inocentes em Campo Grande
Ilustrativa / Foto: Marcus Phillipe
Oportunidade
Precisa tirar documentos? Mutirão em Campo Grande vai emitir RG, CPF e certidões de graça
Réu João Vitor de Souza Mendes - Foto: Vinícius Santos / JD1 Notícias
Justiça
Em júri, acusado de matar duas crianças pede para não ser julgado pela 'tatuagem'
Confusão aconteceu no Mercadão Municipal
Polícia
Discussão entre funcionários termina com um esfaqueado no Mercadão Municipal