O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) manteve a prisão preventiva de Lyssandro Ribeiro Justino, conhecido como “Tchunay”, acusado de envolvimento no assassinato de Isaac Ferreira da Silva, de 41 anos, ocorrido na rua Dona Carlota, no bairro Vila Piratininga, em Campo Grande.
“Tchunay” foi preso no dia 08/03/2026 no âmbito das investigações do crime. A defesa do acusado pediu a liberdade provisória, alegando falhas na individualização da conduta e sustentando a tese de legítima defesa, afirmando que ele teria desferido apenas um golpe contra a vítima.
Também argumentaram que não haveria elementos concretos que indicassem risco à instrução criminal, à ordem pública ou à ordem econômica. Além disso, destacaram condições pessoais favoráveis, como bons antecedentes, residência fixa e emprego, defendendo a substituição da prisão por medidas cautelares.
Ao analisar o caso, os desembargadores do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul entenderam que a decisão de primeira instância que decretou a prisão preventiva está devidamente fundamentada, sem vícios ou ausência de motivação concreta.
Segundo o acórdão, há elementos suficientes nos autos que indicam a materialidade do crime e indícios de autoria. O Tribunal também destacou a gravidade da conduta atribuída ao acusado e a necessidade da manutenção da custódia cautelar.
Conforme o documento judicial, "Veja-se que a prisão preventiva foi adequadamente motivada, sendo demonstradas, com base em elementos concretos, a gravidade do delito e a periculosidade do agente, que, conforme narrado nos autos da prisão em flagrante delito, acompanhado dos corréus Luis Henrique Vieira de Lima e Rafael Nascimento da Silva Pazin, na data dos fatos (08/03/2026), após um desentendimento com a vítima em frente a uma conveniência, passaram a agredi-la fisicamente, mediante diversos golpes de arma branca. A vítima não resistiu aos ferimentos e morreu no local."
O Tribunal ressaltou ainda que estão presentes os requisitos do artigo 312 do Código de Processo Penal (CPP), de forma individualizada e concreta, justificando a manutenção da prisão preventiva.
A decisão também destacou a periculosidade do agente, o modus operandi do crime e a fuga do local dos fatos como elementos que reforçam a necessidade da custódia cautelar para garantia da ordem pública e aplicação da lei penal.
Os magistrados pontuaram que condições pessoais favoráveis, como residência fixa, emprego e bons antecedentes, embora relevantes, não são suficientes para afastar a gravidade concreta dos fatos nem justificar a concessão de liberdade provisória ou medidas cautelares alternativas.
Vídeo mostra a confusão e morte:
JD1 No Celular
Acompanhe em tempo real todas as notícias do Portal, clique aqui e acesse o canal do JD1 Notícias no WhatsApp e fique por dentro dos acontecimentos também pelo nosso grupo, acesse o convite.
Reportar ErroDeixe seu Comentário
Leia Também

TJ nega absolvição e mantém 23 anos de prisão para homem por estupro em Bataguassu

Julgamento de acusado de matar homem a tiros no Los Angeles é adiado

Procurado por homicídio no estado de Mato Grosso é preso em distrito de Rio Brilhante

Senado aprova cadastro de condenados por violência contra mulher

Loja de utilidades é condenada a pagar R$ 5,1 mil após abordagem indevida a cliente na Capital

TSE celebra 30 anos da urna eletrônica com evento aberto ao público em Brasília

Justiça nega soltar motorista acusado de acidente que matou criança e idosa na Capital

TJMS oferece oportunidade de estágio para acadêmicos de Direito em Glória de Dourados

Agehab publica resultado com 80 famílias pré-selecionadas no Residencial Nova Bahia


Homicídio aconteceu na Vila Piratininga (WhatsApp/JD1 Notícias)


